Por: diario | 06/07/2018

Apesar da paralisação dos caminhoneiros, as micro e pequenas empresas mantiveram a expansão dos postos de trabalho no mês de maio. O saldo de 24.383 vagas foi o quinto resultado positivo consecutivo neste ano. De acordo com o levantamento do Sebrae com base nos dados do Caged, a geração de vagas correspondeu a 72,4% do total de empregos gerados no país, no mês passado. No período, as médias e grandes empresas responderam pela criação de 9 mil empregos (27% do total).

“É sempre animador confirmar a força da micro e pequena na economia brasileira. Mesmo com diversos setores prejudicados pelo desabastecimento, o resultado na geração de emprego em maio reforça o comportamento dos pequenos negócios, que em períodos de crise são os últimos a demitir, e ao retornar a estabilidade, são os primeiros a contratar”, avalia Heloisa Menezes, diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae. Ela observa também que a Sondagem Conjuntural do Sebrae já indicava a manutenção dos postos de trabalho no período.

Nos cinco primeiros meses de 2018, os pequenos negócios acumularam um saldo de 328 mil novos postos de trabalho, 65% acima do registrado no mesmo período do ano passado (198,7 mil postos). Já as médias e grandes empresas acumulam saldo de 38,8 mil empregos gerados este ano, sinalizando uma recuperação no saldo negativo verificado no mesmo período de 2017, quando mais de 136 mil postos foram fechados entre janeiro e maio.

 

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A análise por setor destacou os pequenos negócios da Agropecuária, que puxou a geração de vagas no mês passado, com a criação de 23,4 mil novos postos, especialmente no cultivo de café, laranja e bovinocultura. As micro e pequenas empresas do setor de Serviços apareceram em segundo lugar, com 10,9 mil novas contratações. Já os pequenos negócios do Comércio e da Indústria registraram demissões, com o fechamento de 10,5 mil e 7,8 mil vagas, respectivamente.

Sebrae disponibiliza R$ 45 milhões para pequenos negócios inovadores

O Sebrae terá R$ 45 milhões, por meio de edital, para investir em fundos que queiram participar do projeto “Capitalizando empresas inovadoras”. “Além do fomento a novas práticas pelas micro e pequenas empresas, o Sebrae vai passar a investir recursos em pequenos negócios inovadores; estamos atuando de forma estratégica para garantir empresas mais competitivas”, explica o diretor de Administração e Finanças e presidente em exercício do Sebrae, Vinicius Lages.

Um dos maiores desafios para jovens empresas inovadoras é o acesso a capital. Pelo menos 40% das startups que fecharam as portas, nos últimos três anos, apontaram a dificuldade de acesso a capital como principal razão para essa decisão. Essa realidade ficou evidente na pesquisa feita com empresas do programa InovAtiva Brasil, a maior plataforma brasileira de pré-aceleração de startups.

A pesquisa ouviu 1.044 empresas, em dezembro passado, principalmente startups de Tecnologia da Informação e da Comunicação (31%), Desenvolvimento de Software (21%) e Serviços (18%). Dessas empresas, 30% informaram a decisão de fechar as portas. O levantamento foi realizado pelo Sebrae e Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), parceiros no InovAtiva Brasil.

Um Pequeno Negócio Inovador é uma empresa com CNPJ e constituída sob a forma de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedade Empresária de Responsabilidade Limitada (LTDA), Sociedade Anônima de Capital Fechado (S.A.) ou Microempreendedor Individual (MEI). Além disso, ela deve se enquadrar como microempresa ou empresa de pequeno porte que desempenhe atividade inovadora.

Edital

Conforme o edital, o Sebrae selecionará até cinco fundos para participação no projeto com base na nota obtida por cada um, conforme análise dos critérios classificatórios. Além disso, a instituição terá a discricionariedade de definir o montante a ser aportado em cada fundo escolhido. Pelas regras, os fundos já devem estar regularmente constituídos sob a forma de Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente ou Multiestratégia ou Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I), conforme Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A soma do patrimônio comprometido e do patrimônio líquido do Fundo deverá ser de, no mínimo, a R$ 50 milhões e o Sebrae participará como quotista, devendo seu recurso ser alocado integralmente nos pequenos negócios inovadores.