Por: diario | 01/10/2018

Jessé Pereira (Patriota) e Rogério Portanova (Rede) apostam no apelo pela renovação na política para conquistar a simpatia do eleitorado. As duas entrevistas a seguir fazem parte da cobertura do pleito de 2018, realizada em parceria entre a Associação de Diários do Interior (ADI-SC) e a Associação dos Jornais do Interior (Adjori-SC).

Jornais ADI/Adjori – Ao tomar posse, caso seja eleito, qual a primeira medida?

Jessé – A minha maior preocupação é montar um grupo capacitado. Um grupo que não seja de cargos políticos, mas de meritocracia. Com um profissional que conhece de cada área. Segunda ação é colocar o número necessário de pessoas. Hoje, há excesso de funcionários, de comissionados. Em terceiro, é cortar todo tipo de dinheiro que está saindo pelo ralo. Todo tipo de privilégio, mordomias. Secretarias regionais eu quero extinguir todas.

ADI/Adjori – Qual área merece mais atenção do governo?

Jessé – Meu pai está com 78 anos esperando um exame do coração desde outubro do ano passado. E assim como meu pai tem muitas pessoas humildes que não conseguem um exame, uma cirurgia. Primeiro, é atacar na área da Saúde. É preciso que se tenha prioridade. A prioridade não pode ser secretaria regional. Prioridade tem que ser os três pilares importantes de um governo: a Saúde, a Segurança e a Educação. E tem mais uma coisa que o povo clama: emprego.

ADI/Adjori – Como pretende promover o desenvolvimento econômico do Estado?

Jessé – Nós temos que ir atrás de empresas. Para conseguir atrair alguém, é preciso primeiro mostrar segurança do que se fala. Convencer o povo de que eu sou sério não é fácil. Porque eu não tenho nada a ver com esse mundo político. É preciso também rever as renúncias fiscais, se elas estão de fato ajudando ou só estão beneficiando alguns. Eu tenho um programa chamado Mais Empregos, Menos Impostos. Esse é um programa sério. Mas não é só dar menos impostos. Primeiro, é preciso que o setor ou a empresa gerem empregos para depois receber e o retorno disso pelo Estado. Outro ponto é rever o pacto federativo para trazer dinheiro de volta e poder aplicar em infraestrutura. Porque o governo federal recebe R$ 50 bilhões de Santa Catarina e devolve R$ 9 bilhões. Esses R$ 41 bilhões que sobram, não estão sendo investidos em Santa Catarina.

 

Rogério Portanova – REDE

Jornais ADI/Adjori – O senhor tem expressado preocupação com o Ensino Médio. Quais as propostas?

Portanova – Meu diagnóstico é igual o de todos: defasagem curricular. Hoje temos um currículo que não é atrativo. Com o celular, o estudante tem muito mais informação do que como um professor que dá aula hoje, como os meus davam há 50 anos. O problema não está na estrutura física e sim no processo de ensino. Vamos fazer uma aliança com a ciência, trazendo a internet rápida as escolas e a possibilidade de novas profissões. Nossas escolas terão teto solar.  O aluno poderá ser um eletricista de tetos solares, técnico em manutenção, por exemplo. Vamos fazer hortas comunitárias, gerando um alimento melhor e diminuindo a corrupção na merenda escolar. Vamos ensinar uma nova profissão, como por exemplo, agricultor orgânico.

Jornais ADI/Adjori – Como colocar em prática as propostas em apenas um mandato?

Portanova – Se não começarmos a fazer algo, não vamos fazer nunca. Sei como começar: olhando os bons exemplos que já existem. Em Joinville, nós temos a Tigre, que consegue pagar altíssimos salários, tem várias bolsas para alunos de Engenharia Mecânica e é uma ilha de excelência. Por que não seguir esse exemplo? Outra possibilidade são as escolas do Senai, que têm parcerias internacionais. Por que não pegar essa experiência educacional e trazer para o Estado? Em quatro, cinco anos você vai conseguir? Não sei! Mas vou começar.

Jornais ADI/Adjori – Como pretende trabalhar todas as diferentes caraterísticas do Estado?

Portanova – A diversidade econômica que nós temos em Santa Catarina é uma benção e não um problema. O ponto é usar cada uma dessas culturas para potencializar tudo o que temos de melhor. Quando eu falo de inovação tecnológica, posso falar para a área da saúde, mas eu posso falar também para o setor moveleiro. Eu posso falar com muita tranquilidade que hoje nós, da Rede, temos um diálogo possível com o agronegócio. A Epagri e a Embrapa já mostraram que o agronegócio é compatível com o meio ambiente. Não existe mais essa incompatibilidade.

 

Cobertura Eleições 2018 – Jornais Impressos e Digitais

Os candidatos Jessé Pereira e Rogério Portanova encerram a primeira etapa da rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado, integrando a Cobertura Eleições 2018 – Jornais Impressos e Digitais. O projeto está sendo desenvolvido em parceria entre a Associação de Diários do Interior (ADI-SC) e a Associação dos Jornais do Interior (Adjori-SC), com a participação de seus espaços digitais – SCPortais e RCN Online, prevendo ainda a divulgação das pesquisas encomendadas pelo Grupo RIC em parceria com a Fecomércio e realizadas pela empresa Real Time Big Data.

A série foi aberta ainda em agosto com o candidato Décio Lima, seguido por Gelson Merisio, Mauro Mariani, Leonel Camarão, Ingrid Assis e Comandante Moisés.  Angelo Castro teve sua candidatura impugnada pelo TRE-SC. Também estão sendo ouvidos todos os candidatos ao Senado e aberto espaço para veiculação de artigos dos postulantes ao cargo de vice-governador. O conteúdo pode ser acessado nos portais digitais das entidades, ADI-SC e Adjori-SC, além dos próprios veículos que integram essa cobertura.

Alguns temas foram comuns entre aqueles que pretendem ser o novo governador do Estado a partir de 2019. Saúde, Educação, corte de gastos, mas, principalmente, a ampliação dos investimentos na área da Segurança Pública.

Até o momento, levando em consideração as pesquisas mais recentes, Santa Catarina caminha para um cenário de segundo turno. Três candidatos se destacam na disputa do eleitorado catarinense: Mauro Mariani, Gelson Merisio e Décio Lima. Ainda há uma parcela expressiva de indecisos, em sua maioria mulheres jovens. São delas os votos mais críticos, o que explica a indecisão a tão poucos dias do pleito. São as mulheres que mais utilizam os serviços públicos e portanto têm uma análise mais criteriosa dos candidatos.

Para a próxima semana estão previstas entrevistas com os três primeiros colocados na pesquisa mais recente registrada junto ao TRE-SC. Em caso de segundo turno, também serão apresentadas as propostas dos dois candidatos que permanecerão na disputa eleitoral.

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