Por: diario | 05/12/2018

Em entrevista exclusiva ao Diário do Alto Vale, o coordenador do núcleo do Partido Novo de Rio do Sul, Ramon Claudino dos Santos, avaliou como positivo os resultados da sigla nas eleições de 2018 e revelou que já há planos para as eleições municipais de 2020.

De acordo com ele, o resultado demonstrou o anseio da população por mudanças.

“O Partido Novo conquistou um resultado extraordinário em sua primeira eleição nacional, elegendo oito deputados federais, 11 estaduais e um distrital, superando assim a cláusula de barreira. Além disso, elegeu o governador de Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do país”.

Ele contou que aqui no Alto Vale, mais precisamente em Rio do Sul, o Partido teve uma votação expressiva, tanto para o presidenciável João Amoedo, quanto à Gilson Marques, candidato natural de Rio do Sul que foi eleito deputado federal. Ramon revela ainda, que o Novo começa a definir as ações para os próximos anos, visando às eleições municipais de 2020.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

“Pelos resultados das eleições e por estudos feitos pelo Partido, Rio do Sul terá boas chances de lançar candidaturas. No entanto, no Novo é tudo meritocrático, precisamos buscar filiados e achar pessoas dispostas a serem candidatas. Qualquer pessoa poderá se inscrever nos processos seletivos, desde que estejam filiadas e sejam ficha limpa”.

Quanto à implantação de novos diretórios, Ramon explicou que como o Partido não usa recursos públicos e ainda conta com pouca estrutura pessoal, haverá restrições para abertura de diretórios municipais e por consequência, participação nas próximas eleições.

“Com os resultados desta eleição, muitos municípios da região e de todo o Brasil estão buscando o Partido para lançar candidaturas já nas próximas eleições. No entanto, com o Novo é diferente e para manter os valores que o Partido tem para o Brasil, atalhos não são permitidos e o que permanece é o projeto com qualidade e visão de longo prazo”.

Ele contou também, que o Diretório Nacional junto aos presidentes estaduais ainda está definindo os critérios para abertura dos diretórios municipais, mas mesmo assim, alguns já estão definidos. Entre as exigências para montar o diretório, está o número mínimo de filiados ativos, sendo que estes contribuem com uma mensalidade ao Partido.

“Afinal montar um diretório tem custo, que deverá ser bancado pelos próprios filiados e não por dinheiro público”, completou.

Outro critério para a criação do diretório, será ter no mínimo candidatos suficientes para mais de 30% das vagas da Câmara. “Ou seja, aqui em Rio do Sul, seriam quatro pessoas que teriam de ser aprovadas no processo seletivo do Partido”. O Novo avalia a capacidade dos candidatos através de processos seletivos e no caso dos candidatos a deputado federal, o processo leva cerca de 10 meses, dividido em quatro etapas.

“Tudo isso para assegurar a qualidade dos representantes e a conexão com os valores liberais do Partido”, disse Ramon.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

Planos para 2019

O coordenador adiantou que em 2019, o Novo planeja fazer diversas apresentações no Alto Vale.

“A ideia é que as pessoas conheçam o Partido, os ideais e a ações que o fazem diferente dos outros 34 partidos ainda existentes. Acreditamos no valor fundamental das liberdades individuais, incluindo direitos e deveres, que as pessoas só evoluem quando têm liberdade com direito de escolha e sejam responsáveis pelas consequências de seus atos. Não podemos continuar deixando o Estado escolher o que é melhor para nós com a desculpa de estar nos protegendo”.

Com 30 mil filiados em mais de 1.580 cidades, o coordenador diz que esse é o único Partido que não usa dinheiro público, por isso é necessário buscar filiados que contribuam mensalmente com o Partido.