Por: diario | 03/07/2018

MP: O governador Eduardo Pinho Moreira anunciou déficit de R$ 3 bilhões em 2019?
Paulo Eli: É isso mesmo! R$ 3 bilhões, em razão das vinculações, das despesas obrigatórias, dos contratos da dívida pública, o déficit previdenciário e a folha de pagamento dos servidores.

MP: E o déficit de R$ 1,5 bilhão em 2017?
Paulo Eli: Estamos fazendo economia dos contratos, reduzindo comissionados, cortando aluguéis, diminuindo estruturas. Mas tudo isso é pouco em relação ao montante.

 

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MP: Quanto o senhor pretende cortar do R$ 1,5 bilhão este ano?
Paulo Eli: Em janeiro, o déficit era de R$ 2 bilhões. Consegui cortar R$ 500 milhões e espero mais R$ 500 milhões até o fim do ano. Mesmo assim, teremos um déficit de R$ 1 bilhão.

MP: Portanto, impossível cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal?
Paulo Eli: O Estado não vai cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal porque será impossível precarizar os serviços. Teríamos que fechar escolas, hospitais e penitenciárias.

MP: Governos federal, estaduais e prefeituras estão falidos?
Paulo Eli: Sim. Os Governos estão falidos, em função das despesas obrigatórias e de direitos adquiridos. E a sociedade não tem renda para tudo isso.

MP: Não haverá aumento de imposto?
Paulo Eli: Não é a solução. Os outros Estados aumentaram impostos, mas não resolveram o déficit. O Rio Grande do Sul elevou o ICMS para 19% e continua com todos os problemas.

MP: E qual a saída?
Paulo Eli: Crescimento econômico, que depende das reformas tributária, política e previdenciária. Sem estas reformas, não haverá crescimento.