Por: diario | 12/03/2020

 

Reportagem: Jorge Matias – DAV

 

Os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram por unanimidade validar as provas do processo envolvendo o prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSDB) e o vice Paulo Cunha (PSD), que apura a possível prática de caixa 2 nas eleições de 2016. Após o julgamento, representantes do PT e MDB, partidos que concorreram ao pleito à época, avaliaram a decisão e comentaram sobre a situação política do município, que pode ter o chefe do Executivo cassado e inelegível, caso seja condenado.

 

O candidato do PT nas eleições de 2016, Jean de Liz, afirma que a prática de caixa 2 pode ter influenciado no resultado das eleições.

“Estão comprovando agora que a eleição teve uma fraude. Tomara que a justiça seja feita”, afirmou.

 

O MDB foi outro partido que disputou as eleições municipais de Rio do Sul em 2016. O atual presidente da sigla, vereador Fernando César Souza, o Nandu, ressaltou que ainda falta o julgamento do TRE, no entanto a lei deve ser cumprida.

“O caixa 2 é um crime e um crime deve ser punido. A decisão do TRE vai confirmar se existiu uma prática ilícita na campanha de 2016”, completou.

 

Através da assessoria de comunicação da prefeitura, o prefeito José Thomé disse que está acompanhando o caso, e continua focado no trabalho como vem atuando normalmente. Ele declarou que trata-se de uma alteração do processo, mas não de julgamento ou sentença. O prefeito afirmou ainda que prefere não se manifestar nesse momento e vai aguardar o encaminhamento junto ao Tribunal Regional Eleitoral.

 

Investigação

 

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou a prática de captação de recursos e gastos em favor das candidaturas de Thomé e Cunha em valores superiores ao limite permitido para a campanha de 2016, por meio da prática de caixa 2.

 

Com a validação das provas, o processo retorna para o julgamento do Tribunal Regional Eleitoral, em Florianópolis, onde deve ocorrer a decisão que pode cassar o prefeito e o vice de Rio do Sul e torná-los inelegíveis por oito anos.