Por: diario | 22/11/2018

Uma operação contra uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Conforme a Polícia Civil catarinense, 92 ordens judiciais foram expedidas para os três estados.

Foram emitidos 46 mandados de busca e apreensão, 35 prisão preventiva e 11 medidas cautelares. A operação foi batizada de “All In” e, até as 11h, foram presas 12 pessoas em Santa Catarina, quatro no Rio Grande do Sul e cumpridos quatro mandados de prisão em presídios.

Os cumprimentos ocorreram em Santa Catarina nas cidades de Imbituba, Garopaba, Florianópolis e São José. No Rio Grande do Sul em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí e Passo Fundo. Já no Mato Grosso do Sul, em Ponta Porã.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

Até as 11h, seis armas, sete veículos, mais de R$ 12 mil em dinheiro e cerca de 3 quilos de maconha foram apreendidos.

As investigações foram coordenadas pelo delegado de polícia titular de Garopaba, Walter Figueiredo Loyola. Elas começaram a partir da apreensão de duas toneladas de maconha com traficantes de Garopaba no início do ano. Na época, uma liderança foi presa e também foram apreendidos carros de luxo e dinheiro.

De acordo com Loyola, o tráfico de drogas ocorria majoritariamente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Mato Grosso do Sul, foram expedidos um mandado de prisão e outro de busca e apreensão contra um fornecedor de entorpecentes.

As investigações apontaram uma rede criminosa com 46 integrantes. Em quatro meses, a polícia avalia que o grupo teria movimentado mais de R$ 2 milhões com venda de drogas.

Traficantes vivem no luxo

De acordo com o delegado, lideranças do tráfico ostentavam carros e casas de luxo, faziam viagens e construiam casas. Em Santa Catarina, a organização atuava em Garopaba e Imbituba, onde também residiam, e na Grande Florianópolis.

“Chama atenção a grande quantidade de droga que movimentavam a partir de uma cidade pequena como Garopaba, de 20 mil habitantes. Embora não tenha sido apreendida, tudo indica que uma das lideranças tinha uma arma de calibre restrito banhada a ouro, além de fuzis”, disse Loyola.

Por G1 SC