Por: diario | 1 mês atrás

 

Jorge Matias

 

Uma das obras mais importantes para o município de Apiúna e toda a região foi concluída em dezembro do ano passado, mas já apresenta problemas. A revitalização da travessia urbana em cerca de dois quilômetros, custou R$ 4 milhões, mas moradores denunciam que em muitos pontos a camada asfáltica está afundando a cada dia com a passagem dos veículos pela BR-470.

 

De acordo com o morador Ailton Carlos Coelho, é possível notar o afundamento que os pneus de caminhões deixaram nas lombadas no decorrer da via.

“Parece que foi feito de borracha. A obra é recém finalizada, mas já apresenta problemas”, comentou.

 

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de Rio do Sul, Cristhiano Zulianello, afirmou que a empresa que realizou a obra já está ciente da situação e se comprometeu a fazer o conserto.

“A empresa responsável pela obra está finalizando o trevo de acesso à Ascurra e, após o término irá realizar as reformas dos trechos que apresentaram falhas na travessia urbana de Apiúna”, relata.

 

Revitalização do trecho que liga Ibirama à Apiúna

 

Apesar dos problemas na área central de Apiúna quem passa pela região com frequência percebe algumas melhorias na rodovia. A licitação para a revitalização total do trecho de 228 quilômetros, entre Indaial e Campos Novos, foi realizada em 2012, mas apenas algumas ações pontuais foram feitas pelo Dnit que alega restrições orçamentárias. Uma delas está acontecendo entre os quilômetros 111 e 119 de Ibirama a Apiúna.

 

Conforme o superintendente do Dnit de Rio do Sul, Cristhiano Zulianello, a princípio o trecho de oito quilômetros está recebendo uma reperfilagem de apenas dois centímetros e a obra completa custará cerca de R$ 20 milhões.

“A solução de projeto é referente a sobrelevação de 35 centímetros da pista, que ainda será aplicada”, completa.

 

Mesmo com melhorias nos pontos mais críticos os motoristas cobram a manutenção de outros trechos. O mecânico de máquinas, Alzuguir Baldissera, fez uma viagem à Balneário Camboriú no início do ano e disse que a situação entre Lontras e Indaial é preocupante.

“Além do tempo gasto por conta das más condições da pista, você corre risco de se envolver em acidente”, comenta.

 

No entanto, Zulianello afirma que dos 228 quilômetros previstos na licitação de 2012, o Dnit teve recursos para realizar intervenção pontuais em apenas 127 quilômetros.

“Esse trecho de Ibirama requer muito dinheiro e nós optamos por fazer a intervenção em outras partes importantes que condiziam com o orçamento do ano passado, como a terceira faixa que inicia nas imediações do posto Russi em Lontras”, disse.

 

Outras ações

 

Além do trecho que liga Ibirama a Apiúna, o Dnit vem realizando obras menores dentro dos 228 quilômetros como é o caso do trevo de Agronômica, as revitalizações das travessias urbanas de Pouso Redondo e Apiúna e na Serra da Santa.

O contrato está acontecendo, mas nós estamos adaptando as obras conforme nosso orçamento”, afirma Zulianello.