Por: diario | 11/01/2019

A segunda parte da obra de revitalização do Calçadão Osny José Gonçalves segue parada desde 2016 em Rio do Sul e não tem data para ser retomada.

A primeira parte da revitalização, havia sido embargada pela justiça após problemas com a empresa vencedora da licitação. Depois disso a prefeitura anunciou que iria abandonar o projeto inicial e elaborar outro, dessa vez com uma cobertura, mas a ideia não foi bem aceita pelos comerciantes que preferiram permanecer com a primeira opção.

Agora o caso segue no Ministério Público Federal, já que os recursos são provenientes do Governo Federal.

O secretário de Obras, Aldonir Xavier, destaca que a situação caminha ainda em passos lentos, mas que os ajustes foram feitos e é uma questão de tempo para retomada da obra.

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“Nós temos um projeto inicial em que parte dele está concluído e faltou o percentual da conclusão daquele projeto, nós fizemos todo um encaminhamento porque é recurso em conjunto com o Governo Federal. A Caixa Econômica não liberou o pagamento e tomamos por decisão dar continuidade ao projeto inicial, onde será feito e já foi feito uma readequação do projeto e encaminhado ele para a análise e estamos esperando o ok para dar início”, explicou.

Em relação à opinião dos comerciantes do local, Lucas destaca que a aceitação é positiva. “Eles que nos pediram para concluir o projeto daquela forma”, frisou.

Para o comerciante, Antônio Eduardo Buatim Faria somente a conclusão dessa obra que é aguardada não somente pelos comerciantes, mas também por toda a população.

“A prefeitura se mostrou preocupada com a situação, como também com os comerciantes, já nos chamaram no ano passado para conversar e saber o que interessa para cada um de nós e o que seria mais viável. Agora aguardamos o empenho deles para que façam um bom trabalho, pois o que estava feito já foi destruído. Esperamos que seja feito algo positivo para todo o município, o calçadão não é algo só para nó comerciantes, mas é um ponto da cidade e que merece atenção. No Centro da cidade uma obra inacabada não é agradável, mas conforme conversado em reunião a prefeitura se mostra interessada em resolver o problema”, destacou.

Questionado sobre a situação relacionada a empresa vencedora da licitação, que teria ligação com uma servidora, Aldonir disse que apenas o Departamento Jurídico poderia responder sobre esse tema.

“Para nós o que chegou é relacionado a Caixa Econômica, fizemos as medições e mandamos para a Caixa, porém, por uma recomendação do Ministério Público eles orientaram o banco a não fazer o pagamento da parte executada, e então a Caixa não repassou isso a nós e nós também não pagamos o fornecedor”, destacou.

Sobre um novo prazo para a conclusão ele destaca ainda que agora tudo depende da aprovação da Caixa, mas que segue otimista. “Dependo dessa aprovação e informação deles, para mim poder abrir uma nova licitação para a conclusão daquele trecho”, completou.

Tatiana Hoeltgebaum