Por: diario | 14/03/2019

Entre os dias 13 e 14 de março a Diretoria Executiva de Agricultura de Rio do Sul realiza o curso de controle agroecológico de pragas e doenças. Ao todo, a atividade tem carga horária de 16 horas e é dividida em módulos. Cerca de 25 alunos já estão inscritos nesta, que é uma oportunidade de incentivar a agricultura urbana e aprimorar técnicas de controle de insetos e doenças de forma agroecológica. O curso é gratuito e aberto à comunidade, e é fruto de parceria entre a Prefeitura Municipal, a Obra Kolping e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

A agrônoma Vandreia Teixeira, explica que esta é uma continuidade do curso de Olericultura (cultivo orgânico), atividade desenvolvida no mês passado. Contudo, para participar desta etapa não há necessidade de ter acompanhado o treinamento anterior. No curso de controle agroecológico de pragas e doenças haverá ensinamento de técnicas sobre culturas. Além de informações sobre composição química, como realizar aplicação da chamada calda bordalesa, que consiste numa mistura de cal virgem e sulfato de cobre e é usada como fungicida, biofertilizantes feitos com esterco (formulações usadas na cultura alternativa, sem uso de agrotóxico) e ainda o uso sustentável de produtos naturais para prevenção e combate à proliferação de bichos.

“O participante irá aprender como usar misturas de alho e sabão, caldas de pimenta, ervas e plantas em geral que afastam presença de insetos”, exemplifica a agrônoma. Não adianta só plantar e não fazer o controle e eliminação de problemas da produção. É fundamental que seja mantida a sequência produtiva. Em abril terá nova turma do curso de conservação do solo para rotacionar e alterar culturas. O prefeito, José Thomé, defende que “esta é uma oportunidade não só para agricultores, mas para as pessoas que praticam agricultura urbana. Cuidar de si e manter hábitos saudáveis envolve também uma boa alimentação. É plenamente possível substituir fertilizantes químicos, aprimorar qualidade de cultivo e agir de forma que cause menos impacto ao meio ambiente”.

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Vandreia defende que

“a agricultura convencional tem buscado técnicas alternativas e temos percebido o aumento do número de pessoas do perímetro urbano querendo cultivar. Mas muitas vezes, elas têm dificuldade de produzir por não ter conhecimento técnico. Transmitimos conhecimento acessível para o público que tem pequenas áreas de plantio, horta caseira, mora em apartamento ou dispõe de espaços domésticos menores”, completou.