Por: diario | 10/01/2018

Em entrevista concedida pelo vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, ao repórter da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), Marco Aurélio Gomes, nesta terça-feira (9), ele falou sobre a postura que deverá adotar a partir de fevereiro, quando assume o cargo de governador do Estado com a saída de Raimundo Colombo (PSD), que deverá deixar o governo para concorrer a uma vaga no Senado Federal.

Em relação ao processo de transição, mostrou-se cuidadoso e respeitoso com a autoridade de Colombo, porém, deixou claro que gostaria que os cargos do PSD fossem colocados à disposição a partir do momento que Colombo se afastar do governo. “Muitos serão mudados. Da mesma forma que o governador sair para eu assumir o governo, também é justo que os secretários que vão ficar até o fim do governo possam assumir com mais tempo e menos engessamento da legislação eleitoral”, avisa.

Para o preenchimento desses cargos, afirmou que serão escolhidos técnicos com aptidão em cada área, até porque, o curto prazo de governo não permitirá a implantação de políticas públicas de longo prazo. Além disso, deixou claro que os secretários terão a responsabilidade de promover as economias necessárias para o fechamento das contas, quando a lei de responsabilidade fiscal é mais rigorosa no último ano de mandato.

 

Dívida de R$ 1 bilhão na saúde

Para tentar equalizar e minimizar o impacto da dívida na saúde pública estadual, dois nomes serão escolhidos, o de Acélio Casagrande, atual secretário de Articulação Nacional, o qual já foi secretário de Saúde de Criciúma quando Moreira foi prefeito e adjunto em Santa Catarina. “Ele tem uma interface fortíssima com o Ministério da Saúde, que é onde estarão os recursos que vão minimizar os problemas do Estado”, revela.
O adjunto deverá ser Marcelo Lemos, médico ortopedista que atuou como diretor do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, e atualmente é superintendente de Hospitais Públicos no Estado.

Questionado sobre a gestão política que deverá fazer, considerando o período eleitoral, ele afirma que está tranquilo em relação a isso. “É um período de muita pressão política até quando a legislação permite, depois ela abranda, pois os candidatos vão procurar fazer as campanhas”, explica. Afirmou ser muito rigoroso com o dinheiro público e garantiu que nenhum recurso será utilizado para benefício político. “Digo para todos os candidatos, cuidem de suas campanhas que eu cuidarei do governo”, disparou.

Questionado sobre a influência de Luiz Henrique da Silveira na formação do PMDB no Estado, deixou claro que a figura dele é uma coluna ainda não preenchida no cenário político catarinense. “Indiscutivelmente faz falta. Era o mentor político, de inteligência superior e visionário”, contou.

 

Ataque ao PMDB Nacional

Mas uma vez não poupou críticas ao diretório nacional do partido, e afirmou que a sigla em Santa Catarina é muito diferente do partido formado por Romero Jucá, Renam Calheiros e Eduardo Cunha. “Nosso PMDB é diferente, um partido construído de forma diferente. Nosso LHS construiu um partido mais puro e idealista”, finalizou.

Rafael Beling