Por: diario | 15/03/2016

Em sua passagem por Rio do Sul na sexta-feira para participar do seminário regional do Partido Progressista (PP) o ex-governador do estado e atual deputado federal Esperidião Amin deu sua opinião sobre a política nacional. Ele, que viaja todas as semanas para Brasília revelou o que pensa sobre escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT) e suas principais lideranças, também destacando que não basta culpar apenas Dilma, já que o PMDB também faz parte do governo.

De acordo com Amin o Brasil vive uma crise ampla. “Eu acho que estamos vivendo uma crise quase completa. Ela abrange os aspectos políticos, morais e os econômicos com grande reflexo social, com desemprego e estagnação da economia. Essa crise não terminou ainda, porque novos testemunhos e novas delações com números atestam a dimensão desse momento, sem paralelo em nossa história. Isso nos assusta e deixa a sociedade perplexa. Como isso vai terminar cada um tem o seu palpite e seu desejo”, falou.

O deputado federal disse que a maneira mais rápida de a crise ser superada no sistema democrático é a eleição, mas também defendeu outra proposta. “Eu acho que a melhor maneira de sairmos disso é através da ação de impugnação de mandato eletivo com nova eleição. Hoje não tem candidato a eleição, mas o povo através da democracia é que escolhe pra acertar ou errar. Depois disso tudo que estamos vivendo o povo vai tomar mais cuidado, todos nós, eu faço parte do povo. Sem isto eu não vejo como tenhamos energia para com credibilidade clamar a sociedade pra sairmos desse atoleiro. É isso que eu defendo, por acreditar que é a melhor e única solução possível, mas cada um tem sua opinião”, comentou.

O deputado também disse que não adianta culpar apenas Dilma pela crise que o Brasil está passando, lembrando que Michel Temer também foi eleito em 2014. “Pelo que já se sabe é muito difícil acreditar que esse governo vai ter energia e credibilidade para tirar o país da situação em que está. E quando eu falo em governo eu não posso dizer honestamente que a culpa é só da Dilma, a eleição de 2014 levou ao poder Dilma Rousseff e Michel Temer. É impossível você dizer que só um é responsável. Os números que estão aí sobre os pagamentos ao marqueteiro João Santana comprometem a reeleição de ambos, se tirar a Dilma e deixar o Michel Temer é deixar a ferida lá para o próprio PT demonstrar que ele também tinha responsabilidade”, destacou.

Questionado sobre a situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ele disse que é importante olhar para os outros líderes da sigla que também perderam sua credibilidade. “Sempre quando você fala sobre algum líder do PMDB é importante tentar ver a situação dos outros, como Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Romero Jucá. O questionamento é: será que esse pessoal vai ajudar a devolver a credibilidade com a saída da Dilma?”, questionou.