Por: diario | 25/10/2017

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB) concedeu uma entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale, onde falou das articulações e possíveis composições políticas do partido para as eleições do ano que vem. Também falou sobre sua posição em relação à admissibilidade da investigação do presidente Michel Temer, encaminhada pela Procuradoria-Geral da República.

Peninha é contrário ao recebimento do processo de investigação contra o presidente Michel Temer e argumenta que ele será investigado no momento apropriado. Seu voto deve ser acompanhado pelos outros peemedebistas catarinenses, Celso Maldaner, Ronaldo Benedet, Valdir Colato e Mauro Mariani. A denúncia contra Temer será votada nesta quarta-feira (25).

O deputado explica que é temerária a substituição do presidente em um momento em que a economia mostra sinais de reação, e também teme o retorno de Lula à presidência, o que poderia ocorrer por meio de eleições diretas, caso elas sejam convocadas. “Se tivesse eleição direta agora ele poderia ser candidato e ninguém tem duvida que ele seria forte. A volta do PT para o governo não seria boa para o Brasil”, explica.

Eleições em 2018

Questionado sobre as tendências do PMDB para as coligações do ano que vem, ele afirma que o partido não deve ter candidato a presidente da República, e a tendência é um alinhamento do PMDB em torno do nome de Geraldo Alckmim, ou outro candidato tucano.
Em Santa Catarina, a tendência é que Mauro Mariani (PMDB) seja o candidato peemedebista e que as chances de vitória dependem de uma boa composição de chapa.

Em pesquisa divulgada na semana passada pelo instituto Paraná Pesquisas, a surpresa é o nome do ex-governador e atual deputado federal pepista, Esperidião Amin (PP). Paulo Bauer tem 20% das intenções de voto contra 10% de Mauro Mariani, 8% de Décio Lima (PT) e 4% do pré-candidato pelo PSD, Gelson Merisio.

“Outro candidato deve ser o Merisio com 4%, ou o próprio Esperidião Amin. PSD e PP estarão juntos na eleição”, revela Peninha. O acordo firmado entre os partidos é para que Merisio seja o cabeça de chapa, porém, “o próprio Amin me confessou que se Merisio não deslanchar, ele poderá ser o candidato”, conta Peninha.

Das doutrinas esquerdistas, há possibilidade de uma coalização partidária em torno do nome do atual deputado federal Décio Lima (PT).

Senado

Questionado sobre a composição política para o Senado, Peninha afirma que dependerá muito das coligações. “É difícil fazer conjecturas”, comenta. O vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, é interessado em uma das duas vagas de senador disponíveis. “Se ele for tem que renunciar ao governo, já que Colombo também deve renunciar. Com a saída de Pinho Moreira, o governador poderá ser Aldo Schneider (PMDB), que assumirá a presidência da Alesc no ano que vem. Porém, ainda não sabemos se realmente ele irá assumir, porque neste caso ele não poderá concorrer à reeleição”, explica.

Outro candidato ao Senado é o ex-governador Paulo Afonso (PMDB). Possivelmente não haverá disputas internas para o candidato ao governo, porém, a vaga do Senado deve ser escolhida por meio de votação dos delegados. “São duas vagas, a outra provavelmente deve ser oferecida na formação da coligação, talvez, para Jorginho Mello, do PR”, revela.

Em relação às vagas de deputado estadual e federal, Peninha afirma que apesar do problema de saúde que enfrenta, Aldo Schneider será o candidato à reeleição para a Alesc, e ele deverá disputar novamente o cargo para a Câmara dos Deputados.

Rafael Beling