Por: diario | 26/05/2017

A política no Brasil não para de surpreender negativamente o cidadão. Quando a economia dava sinais de crescimento, mais uma delação premiada coloca em cheque os figurantes dentro do Governo Federal. Presidente, senadores, deputados. Todos envolvidos até o pescoço em crimes de Caixa 2, tráfico de influência, etc.

Agora, até o Judiciário está passando por cima de leis fundamentais para a manutenção dos direitos do cidadão. Na última quarta-feira (24), a Lei de Imprensa, que em um de seus artigos protege o sigilo da fonte, foi rasgada e um colunista da Revista Veja teve seu contato com uma fonte divulgado para o Brasil inteiro, provocando assim que ele pedisse demissão do veículo. E o pior, abrindo precedente para tal ato.

Este capítulo demonstra que o direito a informação, um dos poucos que ainda podia-se trabalhar tranquilamente neste Estado, está sendo ceivado. Este é um dos sinais perigosos que apontam a fragilidade da democracia que é praticada aqui. Ainda, o Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, também citado na mais recente delação, a da JBS, está com quatro pedidos de impeachment engavetados na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, mas prefere divulgar notas frias, sem respostas nenhuma à população.

Em carta enviada à imprensa após seu nome vir a tona, Colombo simplesmente disse que irá “continuar trabalhando por Santa Catarina”, sem nem justificar o assunto, o que gerou revolta entre os veículos de comunicação. Outros citados, como os senadores Dário Berger (PMDB), Dalírio Beber (PSDB) e Paulo Bauer (PSDB) foram mais realistas e postaram em seus canais digitais notas e/ou vídeos explicando os fatos em seu ponto de vista.

Já na Capital Federal muitos foram até a Praça dos Três Poderes e até a Esplanada dos Ministérios e promoveram um imenso quebra-quebra. O Ministério da Agricultura e o de Ciência e Tecnologia foram, inclusive, incendiados. Após um pedido de atitude realizado pelo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o presidente da República Michel Temer baixou decreto para as Forças Armadas realizarem a segurança em Brasília. Então, após esta arbitrariedade, a violência se tornou generalizada. Ontem (25), após a repercussão, o decreto foi revogado.

“O objetivo [é] de garantir a integridade física das pessoas, proporcionar evacuação segura dos prédios da Esplanada e proteger o patrimônio público, tal como foi feito anteriormente em vários Estados brasileiros”, disse a Secretaria de Comunicação da presidência. De acordo com o ministro da Defesa, Raul Julgmann, Michel Temer considerou “inaceitável a baderna” e “inaceitável o descontrole”. “Ele não permitirá que atos como esse venham a perturbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições”, completou.

Vale recordar que tramitam no Congresso importantes reformas que sustentam a alavancada da economia nacional, como a da Previdência, a trabalhista e tributária e esta nova crise política está atrasando as votações que são tão aguardadas. A base de Michel Temer já está dividida e não existe certeza de nada, apenas, que a mudança na política nacional deve ser imediata.

Airton Ramos


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