Por: diario | 31/01/2018

O novo preço do tabaco safra 2017/18, foi acordado na última semana com a representação dos produtores e a empresa Souza Cruz. O Assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Irineu Berezanski, esteve presente na reunião e falou sobre o que foi acordado.

De acordo com ele, além do preço ficou acertado que o produtor rural receberá o pagamento até o quarto dia útil.

“Tivemos uma nova rodada em Santa Cruz do Sul com as indústrias do tabaco e representantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, disse. Nesta reunião, houve a discussão de preços e de custo em relação às safras e o mercado. Irineu comentou que o objetivo foi de fazer negociação para que o produtor tivesse melhores condições de vender a safra 2017/2018. “Em muitas propriedades o fumo está sendo colhido e ainda se encontra em fase inicial.

Isso é importante, fazer a boa negociação para que esses produtores consigam vender bem depois de um ano de trabalho”, explicou.

Ele comentou que a negociação deu resultado positivo e que foi feito um acerto com a Souza Cruz, empresa que está acordada em protocolo de assinatura, com um acréscimo no preço da tabela. Em relação à safra passada, houve uma variação de 2,2%, sendo que o custo de produção teve uma variação de 14,6%.

Irineu disse que as empresas vão seguir a Instrução Normativa 10/2007 (IN10), que trata da classificação do tabaco.

O preço acordado com a empresa para o BO1, que é o fumo de maior preço e qualidade, ficou acordado para essa safra em R$11,90, e o TO2, que é o preço médio do tabaco tipo virgínea, ficou em R$ 9,56.

As demais empresas tabageiras, ainda não tiveram a negociação. A Universal Leaf Tabacos, a Alliance One International e a China Tabacos, ainda não apresentaram aumento, mantendo a mesma tabela do ano passado.

“Estamos tentando um processo de negociação”, disse Irineu.

Segundo ele, algumas empresas vão trabalhar com classes diferenciadas. Um exemplo é o caso da Japan Tobacco International (JTI), que terá uma valorização para fumo mais maduro. “Mas ainda não acordamos com esta empresa. O processo está em fase de estudos”, disse. A China Tabacos vai preferir o produto mais alaranjado, e assim por diante.

O assessor finaliza orientado os fumicultores a ficarem atentos com a empresa que possuem o contrato, para que possam negociar e entregar a produção de forma adequada. “As empresas vão fazer uma boa separação de tabaco. O agricultor que apresentar o fumo já classificado e separado, terá uma valorização maior. É importante que o agricultor faça dinheiro e para isso precisa saber das preferências da empresa”, concluiu.

Elisiane Maciel