Por: diario | 30/05/2013

É um projeto especial do Governo Federal mas que serve para todos nós, todos, incondicionalmente. Trata-se do “Viver sem Limite”, programa que visa a melhorar as condições de pessoas com algum tipo de deficiência. A questão é exatamente essa, todos estamos nesse programa, queiramos ou não.

Quem de nós não tem uma deficiência, deficiência volitiva tão incapacitante quanto outra de qualquer sorte e ordem física? Ninguém escapa. Aliás, falando nisso, um dia entrevistei na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre, um cidadão cego e o apresentei como deficiente visual. Ele deu um salto na cadeira, – “deficiente visual és tu, Prates, que usa óculos, eu sou cego…, disse ele. Nunca mais esqueci, ele tinha toda razão.

Voltando ao programa – Viver sem Limite – da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, de fato o programa serve para todos nós, todos nós temos deficiências. E talvez as maiores estejam no caráter e na vontade. Vou deixar o caráter – instância moral da personalidade – de lado, afinal, não é bom mexer nessa abelheira, ninguém sairia inteiro, ninguém… Quanto à vontade, aí está a maior das deficiências do maior número de pessoas. Sabendo, como sabemos, que todos estamos bem aquém do que de fato podemos na vida, por que as pessoas ficam onde estão e vivem se queixando? Por medo, por covardia, por “inferioridades” de toda sorte. E acaso não será isso uma grave deficiência?

Nós todos podemos viver bem além dos atuais limites, e sem sair da linha da decência. O medo nos trava, o caráter nos condena e o comodismo nos faz desistir e não ousar. Deficiências puras. Já os atletas brasileiros da Paraolimpíada nos constrangem com suas exuberâncias bem além dos seus limites físicos. Eles devem sair dos jogos pensando: deficientes são eles, os que não ousam, não tentam e só se desculpam. Viver sem Limites? Perfeitamente possível dentro dos ilimitados dos nossos limites…

Izabel 

A Izabel vive um dilema muito comum entre pessoas jovens: na dificuldade de conciliar estudos com trabalho, o que fazer? Sempre que me contam história parecida e me pedem ajuda quanto ao que deixar de lado, digo que nada, absolutamente nada. Faça o “impossível” mas dê um jeito de conciliar estudos e trabalho, ainda que seja um parto fazer isso. Desistir nunca. E depois sabes o que vai acontecer? A pessoa que não desistiu vai olhar para trás e dizer: – “Pois não é que deu certo, consegui”! Faça isso, Izabel. Dê um jeito, de língua para fora mas dê um jeito!

Vergonha 

Um bom debate na GloboNews, discutiam a vergonha que muitos jovens sentem dos pais. A vergonha vem de serem chamados pelo celular enquanto estão numa festinha com amigos ou na balada. A mãe ou o pai liga para saber se está tudo bem, a quem horas vão voltar, essas coisas. E os “coitadinhos” ficam chateados, passam vergonha diante dos amigos. Ah, é? E sabem o que vão fazer quando entrarem numa fria? Correr e ligar para o pai e para a mãe. Os ordinários hoje têm vergonha dos pais zelosos, mas vão ver o que é bom quando a corda da vida lhes apertar no pescoço. E aí, não vão ter nenhuma vergonha de gritar pelos pais. Ah, e não sejam estúpidos, não desliguem o celular quando estiverem fora de casa à noite!

Falta dizer 

Estou hoje em Foz do Iguaçu, convidado especial da Cobrapol, Confederação Nacional dos Policiais Civis, para o XIII Congresso Brasileiro da categoria. Sou o único estranho no ninho, distinção que me faz feliz e me eleva sobremodo a responsabilidade. O evento ocorre no Mabu Hotel Thermas & Resort. Depois eu conto.