Por: diario | 20/02/2018

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (19), no auditório do Consórcio União, em Rio do Sul, foi apresentada a nova dobradinha de pré-candidaturas a deputado estadual e deputado federal pelo Progressistas (PP) da região do Alto Vale do Itajaí.
A novidade é o nome do ex-prefeito de Presidente Getúlio, Nilson Stainsack, que deverá concorrer a uma vaga na Câmara Federal no lugar de Glauco Kuhl, vereador de Lontras, que desde o dia 11 de novembro de 2017 era o único nome do partido na região para a vaga.

O nome de Francisco Goetten de Lima, o Chico, foi reafirmado como pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Ele deve intensificar a rotina de visitas nos municípios que compreendem o Planalto Serrando e o Alto e Médio Vale do Itajaí, buscando firmar parcerias com lideranças do partido para fortalecimento de sua campanha.

Por almejar uma vaga de representante de Santa Catarina no Congresso Nacional, o trabalho de Stainsack será mais intenso, e inclusive, dobradinhas com candidatos de outras regiões devem ser confirmadas. É o caso de Pomerode, onde está alinhado com o secretário de Saúde do município, Rafael Ramthun, e Blumenau, onde está fechado com o vereador Almir Vieira. “Existe um planejamento de trabalho em nível de partido, além disso, é importante lembrar que nosso nome será avalizado somente na convenção. De qualquer forma, precisamos trabalhar muito para chegar no período de campanha com tudo organizado”, explica Stainsack.

Em relação a possíveis coligações, o ex-prefeito de Presidente Getúlio afirma que agora é o momento de namoro. “Temos essas conversas com PSD, PSB e PSDB, e isso tudo deve ser definido em agosto pela executiva estadual do partido”, revela o pré-candidato.

Chico conta que a estruturação dos 28 diretórios municipais no Alto Vale do Itajaí foi fundamental para que o partido chegasse a este nível de organização. “Queremos chegar a convenção com tudo definido. Eu e o Nilson trabalharemos unidos, apesar das campanhas serem diferenciadas. De qualquer forma, a eleição de 2018 está desenhando uma maior representatividade política da região, e eu estou 100% fechado com Nilson”, conta.

A briga por uma vaga na Câmara dos Deputados

O processo de seleção dos candidatos Progressistas no Alto Vale se deu após a estruturação dos 28 diretórios municipais, o que foi realizado no ano passado. A partir daí, lideranças interessadas em se candidatarem colocaram seus nomes à disposição, sendo que cinco nomes surgiram para a vaga de candidato a deputado estadual e apenas um nome pleiteava a vaga de deputado federal, no caso, do vereador de Lontras Glauco Kuhl.

Questionado sobre a desistência do vereador, Stainsack afirmou que só seria pré-candidato se houvesse o declínio do mesmo da pré-candidatura, o que segundo ele, ficou acordado em uma reunião que os dois tiveram. “Conversei particularmente com o Glauco, onde saímos fechadíssimos, e ele disse inclusive que ia me apoiar e coordenar a região de Rio do Sul na campanha. O único acerto era fazer o anúncio após o Carnaval, e estamos aqui cumprindo nossa palavra”, explica.

Em nota, o vereador lontrense Glauco Kuhl afirmou que sua candidatura vinha sendo construída desde o ano passado e tinha a anuência do presidente estadual do PP, Esperidião Amim. “Eis que surge, de última hora, um novo nome que não participou deste projeto e por imposição da cúpula do partido me foi solicitada a retirada da minha pré-candidatura, ao que solicitei que gostaria, primeiro, conversar com cada município que avalizou minha candidatura por respeito e lealdade, o que não foi possível e respeitado”, diz a nota.

O vereador disse ainda que não foi convidado para participar da coletiva, onde poderia explicar os motivos da desistência. “Ao mesmo tempo me sinto decepcionado, mas feliz, pois estou livre para realizar meu novo projeto livre de deslealdade de coronéis que acham que compram tudo! Estaremos repensando meu futuro político até final de março onde tomaremos uma decisão, prevalecendo uma nova maneira de fazer política, com atitudes, sem discursos demagógico, ou atos como este de hoje, da velha política, de cima para baixo sem ouvir ao menos os membros dos diretórios municipais”, diz a nota.

Rafael Beling