Por: diario | 26/01/2015

Natacha Santos

“Quando você canta, não necessariamente se torna um cantor. Eu escrevo, mas não sou escritor. Escritor, para mim, é quem ganha dinheiro e faz disso uma profissão. Eu tenho isso como um prazer”, essa é a explicação que o não escritor Renato Lisbôa Müller dá para o título do seu primeiro livro. “Não Sou Escritor” reúne versos, poesia e contos e será lançado no dia 7 de fevereiro, às 10h, na loja Proposta Verde Ecodesign, que fica no bairro Bela Aliança, em Rio do Sul.

O manezinho por nascença e rio-sulense por adoração, como se define, mora há 13 anos em Rio do Sul. Formado em Turismo pela Unidavi, Müller fala em seu livro sobre a infância na praia de Canasvieiras, a tentativa frustrada de ser músico e jogador de futebol, também sobre lugares da região da Grande Florianópolis. É o primeiro lançamento do turismólogo que, enquanto não está escrevendo, trabalha como consultor no Instituto Juazeiro. “As minhas inspirações para escrever vêm na hora. Não tenho inspiração pronta”, relata.

Após o lançamento, Müller pretende colocar “Não Sou Escritor” à venda na livraria da Unidavi e também na Rio Centro, que fica na Galeria Schroeder, no Centro de Rio do Sul. “O preço do livro será algo em torno de R$ 25”, afirma.

Mesmo não se considerando um escritor, parece que Müller já foi contaminado pelo vírus da literatura. Ele adianta que já planeja o lançamento do segundo livro, que ganhou o título de “Um Vale de Versos Diversos”. Na publicação, o autor vai falar sobre o Alto Vale do Itajaí, lugar que escolheu para morar. “Quando vim de Florianópolis para cá para fazer turismo, as pessoas me questionavam o que eu estava fazendo em Rio do Sul e diziam que aqui não tinha nada para turismo. Tem tanta coisa bonita aqui, é um paraíso”, conta.

Um dos assuntos abordados por Müller no próximo livro será a enchente que assolou a região em 2011. Ele conta que foi um dos momentos mais marcantes que viveu aqui. “Quando houve a enchente em 2011 e ficamos sem luz, eu deixava o celular desligado e só ligava à noite para mandar mensagem para o meu pai. As pessoas em Curitiba perguntavam para ele como eu estava aqui e ele respondia: o pessoal se vira, eles juntam comida, fazem um mutirão de comida. E as pessoas ficavam espantadas com isso, diziam: como assim, eles se ajudam?”. Müller afirma que foi graças à solidariedade dos vizinhos que não passou fome na ocasião. “Eu tinha visto na TV que não era preciso fazer compras e acumular muita coisa, quando me dei conta estava ilhado e sem nada. Foi graças aos meus vizinhos de prédio que eu não passei fome. Para mim, o Vale do Itajaí é um pedaço do paraíso”, finaliza.