Por: diario | 08/04/2013

Tiago Piontekievicz

Dentro de uma diretriz de trabalhar em prol de todos os municípios do Alto Vale do Itajaí, a associação que os rege, a Amavi, trabalha no Plano de Saneamento Básico que vai dar o direcionamento da destinação e tratamento dos resíduos sólidos na região. O prazo para que tudo entre em pleno funcionamento é agosto de 2014 e o terreno para o parque de processamento será em Trombudo Central. Mas enquanto não se chega a uma conclusão final sobre como será feita a coleta e o processamento dos resíduos, o presidente da associação, Hugo Lembeck, e o diretor-executivo, Agostinho Senem, têm viajado para buscar o modelo ideal.

Na quarta-feira passada eles estiveram em São Leopoldo (RS) para conhecer como é feito o tratamento de resíduos sólidos naquele município. “Temos que trazer para cá o modelo mais perto da nossa realidade”, disse Lembeck. Para ele, muitos municípios do Alto Vale do Itajaí não contam com a estrutura necessária para o projeto que é visado hoje, daí a ideia de buscar um modelo que se encaixe nas ambições da região. “Também temos que achar uma estrutura viável através do consórcio intermunicipal”. Isso pode servir, inclusive, como uma forma de fortalecer o próprio consórcio, segundo ele.

E é justamente essa visão que a união dos municípios pode proporcionar, já que o fortalecimento ajuda a desenvolver todas as cidades. “Se trata de um veículo para vários municípios”. Em suma, é um tipo de autogestão que proporciona gerar outras formas de gestão para cada município. “A Amavi tem a função de pensar a individualidade de cada município de forma coletiva”, avaliou Lembeck.

Dessa forma, o desafio de cada prefeito é fazer com que seu respectivo município seja uma ramificação que alimente a todo o processo de coleta e reciclagem de resíduos. E não se trata de um desafio qualquer, já que o Plano de Saneamento é definido como um conjunto de serviços, infraestruturas e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas.

Hoje cada município faz esse serviço à sua maneira, como Dona Emma. “Fazemos a coleta com parceiros e não descartamos a ideia de ter um aterro próprio para reduzir nossos custos”, disse o prefeito, Egon Gabriel Junior (PT). Essa já é outra seara, mas que também deve entrar na pauta de discussões da Amavi.

Para ajudar os municípios, o Alto Vale do Itajaí foi incluído em uma emenda coletiva de bancada em iniciativa que partiu do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB). O valor da emenda é de aproximadamente R$ 16 milhões, que será destinado ao Consórcio Intermunicipal da Amavi e será empregado na aquisição de equipamentos para o recolhimento e transporte de resíduos sólidos, de acordo com as necessidades de cada município. “É uma solução conjunta com empresas para investir no Plano de Saneamento na região”, destacou o deputado.