Por: diario | 19/10/2018

Assaltos, agressões, abordagens abusivas. É bem provável que você leitor conhece ou até mesmo já deve ter vivido uma situação parecida. E como estamos em um mês voltado às mulheres e a prevenção, o Programa Pa-kua de Ibirama, irá realizar neste sábado (20), uma oficina de defesa pessoal feminina. O treinamento vai acontecer no Ginásio do Instituto Federal Catarinense (IFC), a partir das 14h e deve reunir cerca de 30 mulheres. A oficina é gratuita e tem a duração de duas horas.

Segundo o mestre Rogério Bodemüller Junior, a proposta do evento é criar um ambiente onde as mulheres possam conversar e se sentirem seguras.

“Vamos dar voz às mulheres, para que elas falem sobre os problemas que já passaram, se já sofreram alguma agressão. Será um dia, onde elas vão perceber que não estão sozinhas, que tem sim, várias mulheres ao redor que podem auxiliar tanto na parte psicológica, quanto na técnica da defesa pessoal”, explica.

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O mestre vai abordar questões do dia a dia, como assédios e assaltos.

“Durante a aula serão explorados pontos como: quando o agressor estiver armado, quando a vítima for agarrada, estiver no chão, técnicas de chutes e joelhadas em diversas alturas. As mulheres podem se defender de forma simples e rápida, com caneta, chave, bolsa, e até cachecol. Não importa o tamanho da vítima e a força, o segredo é a técnica que ela irá desenvolver contra o agressor”, ressalta.

Rogério também lembra da primeira oficina realizada em julho desse ano, que reuniu 30 mulheres no evento.

“Como Ibirama é uma cidade mais fechada, eu sinceramente não esperava essa aceitação, a oficina reuniu jovem ao adulto, dos 20 aos 30 anos, o que reflete bem o público da Universidade que necessita desse tipo de treinamento. Como a cidade é pequena, percebi que muitas das mulheres tinham receio de ir participar, por vergonha, ou até medo do marido, mas muitas delas, ainda mantém o contato comigo, elogiando a oficina. Isso que realmente vale a pena, proporcionar à elas a técnica de defesa pessoal, que ela possa se sentir segura onde estiver e não se achar o sexo frágil”, comenta.

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Dados de Violência contra a mulher

Segundo dados da Polícia Civil, na região do Alto Vale, estima-se que 10% das mulheres que são agredidas fazem a denúncia e que 70% desses agressores não são punidos. Somente 10% das mulheres que sofrem agressão denunciam os companheiros e desses 10, apenas 30% dos agressores são punidos.

Em São Paulo, a realidade também não é diferente da nossa região. A cada 11h uma mulher sofre estupro coletivo e a cada 11 minutos uma mulher é estuprada. Números que assustam, mas que fazem parte do dia a dia de muitas mulheres.

Programação

Como o evento é gratuito e voltado ainda para o Outubro Rosa, o Programa Pa-kua, estará colaborando com doações de peças de roupas em bom estado para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ibirama.

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E ainda vai oferecer para as mulheres um delicioso coffe break, com sorteio de brindes para as participantes.

“Quem disse que a mulher é o sexo frágil? Vamos quebrar este paradigma juntas. Venha aprender como se defender de agressões com técnicas simples, objetivas, versáteis e efetivas de defesa pessoal sem nem mesmo descer do salto. Empodere-se”, finaliza Rogério.

Jéssica Sens