Por: diario | 09/08/2018

Nessa semana a administração de Rio do Sul encaminhou a Câmara de Vereadores um projeto de alteração da Lei Complementar n. 208, de setembro de 2010. Diversos itens foram elencados na proposta que pretende, segundo a administração, reduzir os custos e atualizar salários defasados. Entre os itens estão a mudança de nomes, extinção de cargos e também alteração salarial dos auxiliares de serviços gerais.

A Secretário de Administração e Fazenda, Alexandre Pereira, informa que a principal alteração é o salário dos prestadores de serviços gerais que estava defasado. “Houve o aumento salarial dos servidores de serviços gerais, que agora muda de nome para auxiliar de serviços gerais um e dois, e já estava defasado em relação ao mercado. Altera-se também no salário dos cozinheiros que tem maior responsabilidade por causa da merenda escolar.”
No setor da Educação outra mudança é a criação do cargo efetivo de Monitor Escolar. “Serão duzentas vagas de monitor, cujo o objetivo é atender melhor a Rede Municipal de Ensino” conta.

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O aumento do salário dos trabalhadores de serviços gerais é uma demanda antiga, levantada inclusive pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul e Região (Sinspurs), conforme comenta a presidente Marilene Back Espíndola.

“Essa é uma discussão que já vem há mais de dois meses e a administração nos chamou e apresentou as propostas de alteração da lei complementar. Diante das propostas o Sindicato solicitou para a administração para que pudesse conversar com os servidores e assim a gente fez. Em reuniões foram levantadas contra propostas solicitadas pelos servidores”, explica Marilene.

Mas segundo a presidente, diversas questões levantadas não foram incluídas no projeto proposto. “Recebemos o projeto final que foi encaminhado a Câmara. Diante do que a gente vem negociando e solicitando faltou muito.”Ela comenta ainda que o reajuste do piso para os auxiliares de serviços gerais não atende o valor de mercado.

“A questão dos servidores de serviços gerais foi contemplada, porém o nosso piso mínimo municipal desde 2010 não tem um reajuste real. E na realidade ele foi tendo um achatamento. Se hoje, ele tivesse acompanhando o crescimento da inflação, ele seria de R$1.139,00 e infelizmente ele está em R$976,00, é um piso muito baixo” lamenta a presidente.

Ela apresenta ainda que outras questões como cargos do administrativo e auxiliar de enfermagem que foram solicitados para revisão não foram alteradas, assim como a criação de cargos de chefia em alguns setores.

“Diante disso nós estamos agora dialogando com os vereadores e indo em busca e também chamando os servidores para que possamos acompanhar o processo dentro do Legislativo. Toda a conversa que a gente tinha com o governo a gente já fez, apesar de não ter as contra propostas, na grande maioria, incluídas, o governo sempre dialogou, mas infelizmente somente o diálogo não basta. A gente gostaria sim, enquanto Sindicato que mais questões estivessem incluídas nesse projeto de alteração”, conta Marilene.

A alteração da lei por completo, segundo a administração, é pra preencher as várias lacunas abertas. Ainda segundo Alexandre, os estudos de plano de carreira são feitos constantemente pela Comissão de Política e Remuneração de Pessoal, que é responsável por fazer análises dessas demandas e propor uma alteração consciente, sem mais custos ao município. De acordo com o projeto encaminhado a Câmara, com as alterações de cargos comissionados estima-se uma economia de R$ 28.291,60 ao ano.

Susana Lima