Por: diario | 2 meses atrás

Foi realizado no sábado (7), nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mais um plebiscito popular não oficial com o objetivo de consultar a população dos três estados sobre a possiblidade de criação de um novo país. A adesão foi bem menor em relação ao Plebisul realizado no ano passado.

A superintendente estadual do movimento, Sandra Parma, em entrevista na tarde de ontem, explicou que a meta era alcançar 1 milhão de votos. “Não conseguimos nem chegar perto dessa meta, pois não levamos em consideração alguns percalços. Até o momento, foram apurados aproximadamente 343 mil votos, Santa Catarina com 93,7 mil votos, Paraná com 73,2 mil e Rio Grande do Sul, que ainda faltam algumas urnas para serem computadas, cerca de 162,8 mil votantes”, explica.

Com pouco mais de 340 mil votos computados, os números ficaram bem abaixo dos registrados no ano passado, quando o Plebisul chegou a 616.917 votos, sendo que 95,74% eram favoráveis. “Mesmo sem ter todas as urnas contabilizadas, percebemos um aumento nesse percentual em relação ao ano passado, que hoje é de 96,13%”, explica. O percentual de contrários ao movimento é de 3,87%.

Em relação aos percalços, Sandra conta que muitos também tinham interesse de assinar o Projeto de Lei de iniciativa popular, o que acabou gerando muitas filas e a desistência de alguns participantes.

Outro problema foi a chuva que ocorreu nos três estados e acabou afastando tanto simpatizantes, quanto os contrários à causa, das urnas. “Algumas urnas que tínhamos previsto para alguns locais que não tinha cobertura foram trocadas de lugar, o que também foi ruim”, lamenta.

Além disso, o movimento também teve problemas com os voluntários que seriam responsáveis por cuidar das urnas. Cerca de 30% não compareceram aos seus postos, ou seja, 30% das urnas não puderam ser abertas por falta de voluntários. “Tudo isso resultou nessa meta de votos não cumpridos”, lamenta.

Pontos positivos

Sandra destaca que apesar da menor adesão, 90% das pessoas que votaram também assinaram o Projeto de Lei de iniciativa popular. “Se quiséssemos entrar hoje com esse Projeto de Lei nas assembleias estaduais, teríamos essa condição. Mas não vamos fazer nada por enquanto, pois queremos alcançar um número maior de assinaturas, e faremos outras ações de agora em diante, até maio de 2018, para que esse número aumente”, conta.

Ela acredita que o movimento O Sul é Meu País alcançou um feito maravilhoso com a coleta de mais de 300 mil assinaturas em um único dia. “Saímos vitoriosos com esse resultado e estamos bastante satisfeitos”, finaliza.

Rafael Beling