Por: diario | 26/11/2019

 

Jorge Matias

 

Mais uma morte por afogamento foi registrada na região do Alto Vale. Ademilson Tobias Jorge de 37 anos, passava a tarde de domingo (24), com um grupo na cachoeira Rio Verde, no interior de Rio do Campo quando se afogou e acabou morrendo após ficar submerso por quase 10 minutos em uma profundidade de dois metros. Segundo os bombeiros, o homem acabou sendo retirado pelos amigos, mas quando os socorristas chegaram, a vítima já estava inconsciente e deitada do lado de fora da água. Na região, essa é uma das primeiras mortes por afogamento na temporada, mas alerta para os riscos que piscinas e rios podem oferecer a comunidade.

 

No período do verão, o índice de mortes por afogamento aumenta significativamente. Segundo dados de 2018, o Brasil cerca de 6,5 mil brasileiros morreram afogados sendo 50% em águas naturais, tais como praias, rios, lagos, represas e pequenos espelhos de água. Afogamento foi a segunda causa geral de óbitos entre 5 e 9 anos de idade e a terceira causa nas faixas de 1 a 19 anos. As piscinas foram responsáveis por 1,6% de todos os casos de óbito por afogamento, mas representam 53% de todos os casos na faixa de 1 a 9 anos de idade.

 

O sargento da 3ª Companhia do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Rio do Sul, Márcio Dirksen, alerta que algumas condutas preventivas são fundamentais. “Jamais acredite que você é um bom nadador, porque geralmente no verão o pessoal quer nadar e aproveitar um pouco. É nesse tipo de caso que acontecem os acidentes”, destaca.

 

Outra dica é referente ao salvamento. Dirksen comenta que a ação deve ser cautelosa e sem pânico. “A orientação em caso de acidente é de evitar o contato corpo a corpo. Procure jogar uma corda ou qualquer outro material que a pessoa possa se agarrar”, completa.

 

Ele comenta ainda que a região do Alto Vale é muito atrativa no que se refere a locais para banho. São muitas cachoeiras, rios e parques aquáticos. A pesca é outro caso que pode apresentar risco. Conforme Dirksen, muitas pessoas aproveitam o calor e depois da pescaria mergulham em rios ou lagoas sem saber dos riscos. “Jamais mergulhe de cabeça por que não se sabe o que te espera lá embaixo, pode ser uma pedra ou um galho de árvore e o estrago pode ser irreversível”, comenta.

 

Cuidado especial

 

As crianças também apresentam grande risco em casos de afogamentos. Por isso atenção precisa ser redobrada já que mais de 10 milhões de crianças entre 1 e 14 anos são internadas vítimas de afogamento anualmente e, destas, uma a cada 35 hospitalizações chega ao óbito.

 

Ainda de acordo com o sargento Marcio Dirksen, para evitar uma tragédia, as crianças não devem se banhar sem a supervisão de um adulto. “Precisamos saber que a emoção não pode tomar conta da razão nesses tipos de caso. Cuidado sempre em primeiro lugar”, finaliza.