Por: diario | 01/05/2013

 

“Creio na vida eterna”, frase repetida sempre por Dom Tito, que mesmo em delicado estado de saúde desde o dia 12 de abril, quando sofreu um enfarto, se manteve sereno e tranquilo, até as 21h45min do dia 30, momento do seu falecimento por falência múltipla dos órgãos.

Dom Tito Buss foi o primeiro bispo diocesano e emérito da diocese de Rio do Sul. Foi eleito em 12 de março de 1969 e ordenado em 3 de agosto do mesmo ano. “Prega a sã doutrina” (Tt 2,1), palavras do apóstolo Paulo a Tito, foi o Lema Episcopal do bispo.

Bispo atuante, Dom Tito foi, por oito anos, representante do episcopado catarinense junto ao Conselho Permanente do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nos 30 anos como bispo diocesano criou as paróquias de Agronômica, Presidente Nereu, Vitor Meireles, Benedito Novo, além das paróquias do Canoas, Canta Galo, Boa Vista, Rua XV e Santana, em Rio do Sul. Publicou vários livros, escreveu quase duas mil cartas para as celebrações Dominicais da Palavra, diversos artigos para jornais locais e estaduais.

Em 1996, Dom Tito solicitou ao Papa João Paulo II a nomeação de um Bispo Coadjutor, o que foi concedido em 29 de julho de 1998. A partir de 1º de setembro de 2000 tornou-se Bispo Emérito da Diocese de Rio do Sul e, desde então, colaborou com o bispo diocesano nos serviços pastorais, prestava assessoria às paróquias com Crismas e visitas. Tito Buss era, ainda, membro da Comissão de Ética da Universidade do Alto Vale.

Mais de 60 anos como presbítero

Nascido em São Ludgero, sul de Santa Catarina, no dia primeiro de setembro de 1925, Tito Buss é filho de Hugo Henrique e Isabel Schlickmann Buss. Frequentou a escola primária na cidade natal e, em seguida, foi para o Seminário Menor em Azambuja, em Brusque. Cursou filosofia no Seminário Maior de Mariana, em Minas Gerais, entre 1945 a 1947. Os estudos teológicos foram de 1948 a 1951, em São Leopoldo (RS).

Em 8 de dezembro de 1951 foi ordenado presbítero por Dom Pio de Freitas, bispo de Joinville, na Igreja matriz São Paulo Apóstolo, hoje Catedral Diocesana de Blumenau. Desde sua ordenação foi professor assistente do Seminário Nossa Senhora as Salete, em Salete até 1962, quando assumiu então como reitor do Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Taió.

Em 1962, padre Tito doi nomeado pároco da Catedral São Francisco Xavier, em Joinville e, orientador vocacional e professor de dogma no Instituto Teológico de Curitiba. Na capital paranaense foi ainda pároco da Paróquia Santo Agostinho, criada por ele mesmo. Em 1969 foi eleito bispo e assumiu a diocese de Rio do Sul.
Em 2013, Dom Tito Buss completaria 62 anos como presbítero e, em agosto, 44 de bispo.

Saúde de Dom Tito Buss

Embora cuidadoso com sua saúde, praticante de exercícios físicos regulares, Dom Tito Buss já havia passado por duas cirurgias cardíacas. Em abril de 2012 sofreu seu primeiro enfarto, era quarta-feira da Semana Santa e fez questão de se comunicar com o bispo diocesano Dom Augustinho Petry: “Hoje, pela 1ª vez como bispo, não posso participar do cerimonial litúrgico na Catedral diocesana”.

Desde então, Dom Tito não teve uma recuperação satisfatória, mesmo assim procurava participar das atividades que o seu físico permitia. No dia 12 abril deste ano sofreu um segundo enfarto, dois dias depois duas paradas cardíacas, uma delas com duração de 25 minutos, desde então continuou internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional Alto Vale, onde faleceu na terça-feira (30) por falência múltipla dos órgãos. (Com informações da Diocese de Rio do Sul).