Por: diario | 23/05/2019

Para mudar de vida é preciso de uma boa dose de coragem, dose essa que não faltou para Jesse Koz. O jovem que residia em Balneário Camboriú e trabalhava de vendedor em uma loja no shopping, aos 24 anos decidiu largar o emprego, a estabilidade financeira e viajar o mundo.

A aventura iniciou no dia 6 de maio de 2017 e segue até hoje. Apenas na companhia do cachorro Shurastey e do fusca 1978, veículo qual utiliza na expedição, o jovem já passou por seis países. Natural de Curitiba, Paraná, aos 17 anos veio morar em uma das cidades mais badaladas de Santa Catarina e desde muito novo iniciou a vida sozinho com o objetivo conquistar seus sonhos.

Jesse contou que a ideia de viajar surgiu quando se sentiu cansado da sua função e da rotina em Balneário Camboriú. “Eu trabalhava como vendedor de uma loja e decidi largar tudo e viajar pelo mundo. A decisão na verdade foi bem simples, eu estava cansado de ser vendedor, e queria fazer algo diferente, vendi tudo o que eu tinha e sai viajar com meu fusca e meu cachorro. O fusca eu já tinha antes de pensar em viajar, e o cachorro também já tinha”, contou.

O roteiro, segundo o jovem viajante, iniciou com sentido ao Sul do continente. “Fomos descendo, passando Florianópolis, Porto Alegre e entrando no nosso primeiro país que foi o Uruguai, depois, Argentina entre outros. Depois voltamos passando pelo Chile e pelo Paraguai. Nessa primeira etapa da viagem, durou cerca de quatro meses e foi o início de tudo. Eu não sabia muito bem o que eu estava fazendo só sabia que eu estava muito feliz fazendo aquilo, então eu continuava”, completou.

Questionado como conseguiu se manter, ele disse que inicialmente utilizou toda a reserva do que tinha vendido para iniciar a expedição. “O dinheiro vinha basicamente das minhas reservas, do que eu vendi, como os móveis do meu apartamento e minha moto”.

Depois disso, há uns dois anos quando o dinheiro das economias, havia diminuído, Jesse decidiu utilizar o Instagram e a viagem para ganhar dinheiro, sobreviver e continuar o projeto rumo a outros países. “As redes sociais tinham estourado e eu comecei a fazer dinheiro por meio do Instagram com publicidade. Vendia produtos das cidades onde eu passava, como canecas e chaveiros e essa é a forma com que eu mantenho a minha viagem até hoje”, explicou.

Em relação à curiosidade das pessoas em conhecer a história, coragem e principalmente as dificuldades que encontra no caminho, o viajante completou: “As pessoas me fazem perguntas porque elas não têm ideia de como uma pessoa viaja e sobrevive ou de como é possível viajar pelo mundo, então as pessoas acabam não tendo uma noção de como funciona. A real intenção no início, foi de motivar as pessoas a fazerem algo diferente em suas vidas. Se eu falar que é tudo muito bonito e bacana, estarei mentindo, não é somente isso. Tem sim problemas, e eu passo perrengue sim. Pra mim é muito bacana, porque eu estou curtindo essa aventura, mas para as pessoas que veem de fora talvez não seja”, opinou.

O jovem já visitou e conheceu 21 estados brasileiros e seis países. “A gora estamos seguindo rumo ao sexto país que é o Peru e o fim da viagem será a chegada no Alasca. Eu tenho sim plano de realizar outras expedições, mas só vou pôr tudo no papel realmente, quando eu terminar essa viagem e voltar para o Brasil”, finalizou.

Tatiana Hoeltgebaum