Por: diario | 26/04/2018

O líder do PT, deputado estadual Dirceu Dresch, disparou na tribuna declarações do governador Eduardo Pinho Moreira sobre a situação financeira do Estado. O deputado pretende convocar o secretário da Fazenda para dar explicações aos parlamentares sobre a situação fiscal e afirmou que a situação é gravíssima.

“Foram milhões gastos em propaganda para não mostrar a realidade. Mas a verdade veio à tona, e hoje a população sabe que o Estado de Santa Catarina está entre os quatro piores na gestão dos recursos públicos do Brasil. O mito da boa gestão do governo Colombo foi pro buraco”, afirmou na tribuna.

De acordo com ele, foi proposto uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI), para investigar as manobras adotadas nos últimos anos para tentar fechar as contas, “como passar a mão no fundo de previdência dos servidores públicos, desvio de mais de R$ 1 bilhão em impostos dos recursos da Celesc para o Fundo Social ou os R$ 6 bilhões em incentivos fiscais concedidos todos os anos, sem controle ou transparência, para grandes empresas. A farsa da gestão eficiente do governo Colombo, tão propagada em entrevistas em revistas e jornais, foi revelada. Sobrou o rombo financeiro da irresponsabilidade, um desastre absoluto”, afrontou.

Dirceu também criticou a afirmação de Pinho Moreira de que o problema financeiro é a folha de pagamento, afirmando que o problema é de gestão administrativa. Além disso, ironizou o anúncio de Moreira de demitir 230 cargos comissionados do Poder Executivo. “Fizemos um levantamento e vimos que essas demissões vão resultar em somente R$ 2 milhões por ano de economia, quantia claramente insuficiente para resolver a questão apresentada. Além disso, há a possibilidade de extinguir cargos que sequer estão preenchidos, como já fez o ex-governador Colombo”, ressaltou.

O líder então propôs como alternativa, que o Governo coloque em discussão a redução dos salários pagos às categorias de servidores públicos que recebem vencimentos mais elevados, as aposentadorias e pensões pagas a ex-governadores e a política de isenções fiscais praticada no estado.

Em relação a forma como foi encaminhado a segunda edição do Fundo de Apoio aos Municípios (Fudam2) junto aos prefeitos, Dirceu disse que “foi como contar com o ovo antes de ter a galinha, como dizem os agricultores”.

Segundo ele, os prefeitos relataram que gastaram recursos públicos em projetos e em reuniões com as Associações de Municípios e “dizem que até de helicóptero o governo andou por aí para fazer reuniões e anunciar o Fundam”. Dresch afirmou que desde o início levantou dúvidas se este recurso teria viabilidade porque o Estado não conseguia comprovar a contrapartida para assumir mais uma dívida.

Elisiane Maciel

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