Por: diario | 22/11/2016

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta segunda-feira que a reunião do presidente Michel Temer com os governadores, marcada para hoje, para discutir a situação financeira dos Estados, será o momento apenas de colher propostas dos gestores para, posteriormente, serem avaliadas pela equipe do Ministério da Fazenda.

“Mas o ministro [Henrique] Meirelles [da Fazenda] tem deixado claro que o mais fácil é que se viabilize financiamentos diretos para os estados”, disse, explicando que é preciso ainda conhecer a situação de cada estado e que se espera que, assim como o Governo Federal está ajustando suas contas, as unidades da federação sigam o mesmo caminho de cortes de gastos.

“Há, por parte do Governo Federal, o entendimento de que há as responsabilidades que são da União e as responsabilidades que são dos estados. Mas ele [presidente Michel Temer] entende que esse é o momento para que haja convergência de interesse entre estados e a União, para que se possa ir resolvendo progressivamente a crise dos estados”, afirmou Padilha.

Repatriação de recursos

Na última semana, o ministro da Casa Civil disse que a equipe econômica já identificou as fontes de recursos para ajudar os Estados a ajustarem suas contas. Segundo Padilha, o dinheiro a ser arrecadado com a repatriação de recursos de brasileiros mantidos no exterior “é pouco” para atingir esse objetivo.

Por isso, a outra fonte serão os R$ 100 bilhões em ativos a serem devolvidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional.
Esses recursos, que seriam usados para a concessão de financiamento, estavam ociosos no BNDES, causando “custo desnecessário”. De acordo com o Ministério da Fazenda, o BNDES tem caixa suficiente para fazer as devoluções e cumprir a programação de concessão de financiamentos dos próximos dois anos.