Por: diario | 21/08/2018

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (20) ser “importante” que haja um acordo entre empresas e entidades de classe para que, em uma eventual nova greve dos caminhoneiros, a livre circulação de pessoas não seja comprometida, assim como o acesso a remédios e a alimentos.

Relator de uma ação que trata do assunto, Moraes recebeu no STF representantes de associações do setor e descartou o perdão total a multas aplicadas a empresários durante a greve.

 

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“Quem obstruiu e foi multado tem sua responsabilidade. Isso será analisado em cada impugnação [contestação à multa]. Há empresas que fizeram impugnações dizendo, por exemplo, que aquele caminhão era alugado a terceiros.

Isso será analisado”, afirmou.

Quase 200 empresas foram multas e cerca de 150 contestaram a punição no STF. O valor das multas ultrapassa R$ 700 milhões e muitas firmas dizem que podem quebrar se tiverem que pagar.

Em maio, a greve dos caminhoneiros gerou uma crise de abastecimento no país. Postos de combustíveis ficaram sem gasolina, supermercados não receberam produtos e aeroportos ficaram sem querosene de aviação.

À época, diversas empresas foram multadas por suposto descumprimento de ordem judicial (que determinava o desbloqueio das vias). Agora, buscam derrubar ou reduzir as multas aplicadas pelo STF por suposto descumprimento de uma ordem judicial.