Por: diario | 26/02/2019

Rio do Sul é o ponto de encontro das culturas alemãs e italianas. Além de se destacar e de movimentar a economia da região, o município também apresenta inúmeras belezas naturais, como paredões de cachoeiras, rios e montanhas que podem ser exploradas de bicicleta ou a pé. No entanto, com tantos atrativos de entretenimento e lazer, a cidade ainda quer proporcionar aos munícipes o resgate da história, através de uma mini ferrovia, ou melhor, o retorno ao passado. Pensando nisso, a prefeitura buscou parceria junto a TremTur, que é uma referência quando o assunto é ferrovia e decidiu através desse apoio, fazer uma estação de trem entre o Parque Harry Hobus e o Parque do Farol. A ideia é que as atividades comecem a funcionar a partir do ano que vem.

De acordo com o secretário de Gestão de Governo, Cristian Stassun, o Ministério do Turismo, liberou R$1.600.000 para a construção da mini ferrovia.

“Estamos fazendo a sondagem de solo, a partir daí, vamos passar as informações para a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI) e a entidade irá construir o projeto arquitetônico desta estação de trem. A gente sabe que o Parque Harry Hobus, aos finais de semana, reúne cerca de duas mil pessoas, principalmente as crianças e decidimos unir o útil ao agradável. A locomotiva vai ter seis toneladas, além dos dois vagões pequenos. No primeiro momento vai ter uma locomotiva movida a diesel e depois uma Maria Fumaça. Não é só um projeto turístico, é realmente um resgate histórico do nosso trem, onde as crianças terão acesso de como era antigamente”, explicou.

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Para o prefeito José Thomé (PSDB), essa ação de turismo é para todo o Alto Vale.

“Temos o recurso garantido e é uma surpresa para nossos pais e avós e também um exemplo de resignação para as nossa crianças. Além disso, é um projeto de valorização do bairro Canoas, que virou um bairro fantasma depois da enchente. Queremos trazer turismo na área central da cidade, contemplar novas vagas de estacionamento com pavimento asfáltico no Parque do Farol, dar vida ao terreno, e fazer com que as pessoas tenham o contato com a natureza e os nossos rios”, frisou.

Em relação ao prazo de início da construção, o diretor de escritório de projetos, Fernando Moretti, adianta que “até o final de março, mais precisamente início de abril, já queremos dar entrada com o projeto e documentação na Caixa Econômica Federal”, destacou.

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Cristian ainda ressalta que a ideia é que o público se encante com as paisagens ao redor.

“Queremos fazer uma revitalização da “Chimbica”, que é o ribeirão do bairro Canoas. Neste local, vamos realizar o replantio de árvores, até porque o trem vai atravessar pelo rio e assim, todos poderão se encantar com as belezas naturais da nossa cidade”, completou.

A construção será feita em duas etapas, a primeira vai contemplar o parque em torno de um quilômetro e a segunda, onde o trajeto será traçado até a pista de skate.

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“Como o custo é muito alto, decidimos fazer este planejamento para que tudo saia como o esperado. Pensamos primeiro em construir uma cancha de concreto para colocar os trilhos, mas eles ficariam parecidos com um bondinho, logo, optamos pela maneira tradicional de ferrovias, usando dormentes, já que o propósito do projeto, é o resgate da nossa história”, completou.

Jéssica Sens