Por: diario | 12/09/2018

O candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merísio (PSD) afirmou durante entrevista ao Jornal do Almoço nesta quarta-feira (12) que, caso eleito, nos três primeiros anos de governo a prioridade será segurança pública. Questionado sobre o seu partido ter fechado escolas enquanto estava no comando do estado, disse que houve critérios técnicos para isso e que ” equívocos servem de experiência e vamos corrigi-los”.

Merísio participou da primeira série de entrevistas feita pela NSC TV, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sábado (15) e, abaixo, há o cronograma.

O candidato disse que segurança será é “prioridade absoluta” do seu governo e que apenas um “enfrentamento muito duro” na área fará que o governo volte a ter controle do estado para que outras áreas funcionem plenamente – como saúde, turismo e educação.

“Segurança pública tem que ser uma decisão da sociedade. Se eu for eleito governador, a grande prioridade do estado, nos próximos três anos, é segurança pública. E prioridade pressupõe recurso, porque senão é só discurso. R$ 2 bilhões em tecnologia, 5 mil policiais da reserva, envolvimento de todos os agentes do estado: juiz, promotor, os prefeitos, pra que a gente tenha um combate muito duro nos próximos três anos”, disse o candidato.

Ele enumerou as principais ações. “Fechar as fronteiras, combate efetivo do crime organizado e facções, e nós temos que ter uma redistribuição e um novo modelo para o sistema carcerário, discutirmos sem transferência de responsabilidade”, completou.

Os entrevistadores afirmaram a Merísio que, entre 2011 e 2017, quando o PSD governou o estado, 112 escolas da rede estadual foram fechadas, mas agora o candidato diz que quer universalizar o Ensino Médio.

“A questão do fechamento das escolas se dá com a participação do Conselho Estadual de Educação porcritérios técnicos. Nós podemos discutir os critérios, mas não é uma ação política. A visão do estado é aumentar profundamente em escolas técnicas, em Ensino Médio com qualidade e ter tantas escolas quanto seja necessário para a demanda regional. Você não fecha uma escola se não tiver um ok do Conselho Estadual de Educação. E ninguém fecha uma escola se não tiver critérios técnicos que diziam que ela tem que ficar aberta. Ao contrário, a gente tem que ter escola onde tem o aluno, eles têm que estar aparelhados, motivados. [Escolas] vocacionadas para a demanda da região”, explicou.

Sobre escolhas passadas do partido, disse: “Eu quero ser governador a partir de 2019. É evidente se olharmos para o passado vão ter acertos e equívocos, muito mais acertos do que equívocos. Agora olhando para frente os equívocos servem de experiência e vamos corrigi-los e melhorá-los”, disse.

Merísio ainda falou que não vai lotear cargos comissionados para os partidos de sua aliança política, formada por 15 partidos, além do PSD, PP, PSB, DEM, PRB, PDT, SD, PSC, PROS, PCdoB, PV, PHS, Podemos, PRP e PPL.

“Desde a primeira reunião, ficou claro que nós acabaríamos com a geografia das urnas, que quem participasse do projeto saberia que não teria cargo para indicar no governo. Aliás, não é só os partidos. Os parlamentares também sabem disso. Então a indicação política de parlamentar para cabo eleitoral ou pra posto no governo não vai ser feito por nenhum deputado”, disse.

Merísio ainda afirmou que tem “a pretensão é aumentar a dívida” do estado. “Pra investir em infraestrutura, que é fundamental para o crescimento da economia, você tem que ter alavancagem a longo prazo. Porque a competitividade que se ganha com esse investimento vai gerar impostos que vão pagar o financiamento”, explicou.

Ele ainda diz que é viável e legal o aumento. “A dívida é um problema de longo prazo, que tem que ser sempre equacionada, renegociada, mas o perfil da nossa dívida é absolutamente sustentável. Alías, o Tesouro Nacional diz que pode se ter até 200% da sua receita líquida com financiamento ao longo prazo. Nós temos 43%, com a nova planilha vai pra 53%. Mas ainda muito longe do limite”, falou.

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Programação das entrevistas

  • Segunda-feira (10) – Mauro Mariani (MDB) – Veja a entrevista aqui
  • Terça-feira (11) – Ângelo Castro (PCO) – Veja a entrevista aqui
  • Quarta-feira (12) – Gelson Merísio (PSD)
  • Quinta-feira (13) – Décio Lima (PT)
  • Sexta-feira (14) – Portanova (Rede)
Por G1 SC