Por: diario | 14/07/2017

O deputado estadual Gelson Merisio (PSD) segue em defesa da extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), conhecidas popularmente como as regionais. O parlamentar reconhece a importância que as estruturas já tiveram para o desenvolvimento, mas defende que é preciso uma evolução do modelo atual.

No entendimento do pessedista o objetivo das Agências que já tiveram status de secretaria se esgotou. Merisio considera que o Estado precisa valorizar as 21 Associações de Municípios, existentes em Santa Catarina, estruturas que já existem, são independentes e as quais as ADRs se tornaram uma espécie de intermediário. “Minha posição é clara. Será pela extinção das regionais, discutida com a sociedade no período eleitoral e construindo um modelo de empoderamento dos municípios e das associações que os representam, de forma que os recursos que hoje gastamos para sua manutenção sejam transformados em projetos, para que as ações ocorram onde moram as pessoas, nas cidades de Santa Catarina”, declarou Merisio.

No ano passado o Estado gastou R$ 250 milhões com questões administrativas como aluguel, terceirizados para as chamadas funções meio. O parlamentar considera que esse montante pode ser melhor aproveitado com retorno à sociedade se aplicado nas atividades fim, como aumento da contratação de policiais e médicos por exemplo.

O parlamentar ainda destacou a importância do debate levantado através dos projetos dos deputados Dóia Guglielmi (PSDB) e Ana Paula Lima (PT), que reacenderam a discussão da extinção das regionais. Merisio pondera que é prerrogativa do Executivo discutir organização administrativa, e que terá ainda mais validade se for debatido com os catarinenses no período eleitoral. “Precisamos debater o Estado, não pensando apenas na próxima eleição, e sim pensando nas próximas gerações”, disse.

A alternativa apresentada pelo deputado é que o Estado tenha um representante dentro das Associações dos Municípios, que atuem como uma espécie de sócio minoritário, já que estariam subordinados pelos presidentes dessas entidades.

O deputado considera que a própria tecnologia permite que o Estado fique mais próximo da sociedade através de aplicativos de celular, por exemplo, ao invés de um prédio na maior cidade de cada região. Segundo o parlamentar os últimos 16 anos trouxeram uma série de avanços tecnológicos que tornaram obsoletos a maior parte dos processos administrativos do Estado. “Hoje, situação fruto de um modelo que se perpetua há décadas, temos 108 setores de recursos humanos para atender apenas o Governo de Santa Catarina”, concluiu Merisio.