Por: diario | 28/09/2017

O trecho de um vídeo de uma entrevista do pré-candidato ao governo de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSD), gerou grande repercussão nas redes sociais, devido a sua forte crítica às Agências de Desenvolvimento Regional, que anteriormente eram chamadas de Secretarias de Desenvolvimento Regional.

Antes de João Raimundo Colombo (PSD) se abraçar com o idealizador das Secretarias de Desenvolvimento Regional, o finado peemedebista Luis Henrique da Silveira, não perdia a oportunidade de criticar os órgãos estaduais descentralizados e defini-los como “cabides de emprego”.

Porém, após seis anos à frente do Executivo estadual, Colombo não colocou em prática seu discurso inicial e manteve as estruturas em funcionamento, com alguns ajustes que não impactaram o enxugamento da máquina pública e a saúde financeira de Santa Catarina.

Questionado sobre a necessidade de se ampliar os investimentos em diversos setores do Estado, principalmente no efetivo dos órgãos de segurança pública, Merísio afirmou que são ações necessárias, mas que é preciso saber de onde sairão os recursos.

“Na minha visão só tem um jeito, é cortar drasticamente os processos administrativos. Não é só acabar com a SDR, é acabar com a regional da Saúde, da Educação, da Epagri, da Cidasc, da Celesc, porque Regional hoje não tem mais cabimento. Hoje as tecnologias permitem que um telefone celular faça o processo de uma Regional de forma instantânea e eletrônica”, dispara.

O Governo do Estado alega que a manutenção das estruturas é necessária para que o Governo consiga estar próximo do cidadão em todas as 295 cidades catarinenses. As Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), que substituíram as Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs), são responsáveis por motivar a integração e a participação da sociedade para, de forma planejada, implementar e executar políticas públicas no estado.

Atualmente, 35 Agências de Desenvolvimento Regional são mantidas em funcionamento em Santa Catarina.

Rafael Beling