Por: diario | 07/12/2018

Calor combina com cerveja gelada e cerveja gelada combina com comemorações. No mês de dezembro, o mais esperado do ano, empresas, famílias e amigos se reúnem para celebrar a amizade e reforçar os laços para o novo ano que está chegando e nesta época as cervejas artesanais são uma das bebidas mais procuradas por isso algumas cervejarias aumentam a produção para atender a demanda, entre elas muitas do Alto Vale.

O mestre cervejeiro e empreendedor Luiz Bernardino comenta que o consumidor de hoje está mais crítico e não busca apenas beber cerveja, ele quer saborear cervejas de qualidade além de experimentar novidades.

“O cliente hoje gosta de novidade e de exclusividade, falando da nossa marca, mas temos cervejarias que trabalham com cervejas mais básicas. O que eu percebo é que o segmento da novidade e do diferente está crescendo muito, isso é possível perceber pelo vinho, por exemplo, há dez anos tínhamos só um tipo de vinho e hoje você vai ao supermercado você encontra um corredor de vinho inclusive com distinção de países”.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

Outro destaque que Luiz aponta é que um fator que aumentou a produção é o custo benefício. “As cervejarias cresceram muito também por conta da acessibilidade. É muito mais barato você comprar duas caixas de cerveja do que um determinado tipo de vinho, por exemplo, ou até um destilado. A cerveja ela tem a questão do propósito social, de qualquer pessoa poder beber ela e a gente pegou essa receita de ser algo social, um produto que envolve a produtividade e com lembranças boas, e essa avaliação de crescimento é positiva e vem surpreendendo”, explica.

Além disso, um aspecto importante citado por ele é que atualmente as pessoas investem mais em viagens, experiências novas.

“As pessoas acabam indo passear, viajar em outros países outras cidades e elas buscam por novas experiências, por degustar bebidas diferentes e isso acaba sendo refletido no aumento da produção cervejeira”, esclarece.

Em relação à cerveja comum Luiz percebe que não há um aumento crescente, mas a produção permanece estável.

“A cerveja comum acaba por estabilizada, já a artesanal vem crescendo também devido ao conhecimento do público. As cervejas artesanais já existiam há 25 anos, só que não havia um trabalho para ensinar ou explicar ao novo consumidor o porque existia a cerveja mais aromática, mais fortes, ou mais alcoólicas”, argumenta.

Outro fator que fez com que a cerveja artesanal ganhasse espaço e maior visibilidade, segundo Luiz, foi à internet.

“Você pode pesquisar qualquer coisa com rapidez e diferentes sites de buscas, além das experiências onde possibilitam os degustadores e clientes acabam comentando sobre os tipos de cerveja”, disse.

Entre os estilos de cerveja o mestre cervejeiro destaca que hoje já trabalha em média com 12 estilos de cervejas artesanais e com a chegada do fim do ano a produção aumenta até 40% e há um reflexo muito forte nas vendas.

“A gente acaba recebendo pedidos muito grandes para várias regiões, muita gente sai de férias, o pessoal para, e as pessoas procuram bares e restaurantes para curtir, encerramentos de empresas e de grupos também são bastante regados a cervejas, com certeza em novembro e dezembro é significativo em relação as vendas e a procura pela bebida, onde é muito diferente em comparação com os outros meses do ano”, pontua.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

Marca é um diferencial

Outro ponto que o cliente analisa na escolha da cerveja é o conhecimento e identificação com a marca.

“Não apenas o cliente final, mas como os lojistas, eu vejo muita gente procurando a cervejaria porque o cliente vai à loja e não tem então ele acaba nos procurando”, disse.

Em relação aos investimentos na marca Luiz comenta que ainda não expandiu muito nesse quesito, mas que com certeza essa é uma das preocupações.

“Ainda não investimos muito no marketing, mas em relação ao nosso produto e a qualidade no atendimento nas lojas, como treinamento para funcionários faz com que a gente passe a nossa ideologia e a nossa cultura da cerveja Handwerk para os lojistas e obviamente eles conseguem vender mais porque eles têm um argumento na hora de vender”, destaca.

Ele completa dizendo que um dos meios mais investidos hoje para a expansão e conhecimento do produto são as redes sociais. “Hoje o futuro é a rede social, as pessoas estão conectadas o tempo todo, se estão no carro estão em outros momentos, na rede social você investe e você vê retorno”, argumenta.

Tatiana Hoeltgebaum