Por: diario | 20/11/2018

Com a proximidade do verão, muita gente se preocupa com o modelo ideal de biquíni para ir à praia. Para crianças, jovens, adultos e idosos, são várias opções produzidas de acordo com o gosto da cliente. No Alto Vale, esse mercado vem se mostrando mais atrativo já que com a produção inicia antes mesmo do calor chegar e pode ser uma oportunidade para aumentar os lucros.

A estilista e modelista Tamires Kummrow, explica que o clima tropical é um dos influenciadores para que as vendas na temporada decolem.

“Como no Sul do nosso país remete a um clima tropical mais atípico, com inverno bem rigoroso e um verão mais ameno, a riqueza em fatores faz a procura desenvolver pontos turísticos incríveis no nosso estado. Entrando de cabeça numa macrotendência que é o escape da realidade cotidiana. Com o fim de ano e o calor se aproximando, os recessos escolares e as férias das empresas, as pessoas buscam ir à praias, cachoeiras para descansar e desligar-se do mundo normal e essa procura gera uma busca do biquíni ideal”.

Em relação aos modelos feitos direto de fábrica e destinados à diferentes manequins, a procura é ainda maior por quem produz esse tipo de material, já que muitas lojas não oferecem uma demanda maior, tanto em relação à modelos, como também tamanhos.

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“Com a metamorfose do corpo feminino, causados por gravidez, lactação, estrias, gorduras aparentes, não encontravam-se em lojas determinados produtos para determinados públicos alvo. Ao descobrir o público alvo e vivenciar a falta de produtos que agreguem valor ao corpo da mulher, foi que desenvolvemos uma linha exclusiva com modelos que se adaptam ao corpo como ele realmente é. Fazendo da ideia de mulher na praia, algo desejado, algo que realmente esteja em alta e na moda, cores e tecidos e estampas desenvolvidas com proteção, tecnologia do fio, conforto térmico, funcionalidade, preservando a pele e gerando qualidade de vida”, explicou Tamires.

Em relação a produção Tamires conta que somente nesse ano, cerca de 2.176 peças foram vendidas e a opção de muitas pessoas em viajar fora da estação, é que motiva a produção e comercialização durante todo o ano.

“A produção antes começava em agosto. Agora com a alta do comércio aéreo e a facilitação do crédito para quem quer viajar, vendemos e exportamos o ano todo”, pontuou.

A opção é que hoje, muitas pessoas buscam por modelos desenvolvidos e a criatividade é outro motivador para profissionais do ramo.

“A opção de vir até nós e exatamente o déficit que o mercado tem de explorar mais a área da criação e não o padrão, ou seja, o desejo alente de se sentir bem. Algo que mecha com a sensibilidade e o valor que o corpo detém ao ser humano, e entrando também na área da psicologia, relata. Com todos esses pontos, é claro que o principal destaque está na economia da região do Alto Vale que é movimentada ainda mais na temporada. Como a região do Vale era e sempre foi a região do jeans, a inovação foi o ponto chave. E conforme a lei, de que a procura aumenta, logo, a receita também aumenta. Neste período do ano, contratamos mais gente, compramos o triplo do tecido e aviamentos”, conta.

Mas como em todos os segmentos nem tudo são flores, Tamires comenta que sempre existem dificuldades a serem superadas.

“Acredito que a competitividade, os produtos importados da China e a alta do dólar para a compra de tecido especializado são os maiores dificultadores. Ainda existe a burocracia que o país exige para exportação”, destaca.

Tatiana Hoeltgebaum