Por: diario | 12/01/2018

Nem mesmo o ano conturbado foi capaz de tirar o título de melhor jogadora de futsal do mundo da brasileira Amandinha, que recebeu o prêmio Agla Futsal Awards pela quarta vez consecutiva. Depois de jogar por seis anos no Barateiro Futsal, de Brusque (SC), a jogadora de 23 anos mudou-se para Lages (SC), no início de 2017, para atuar por um novo time: o Leoas da Serra. Durante a temporada, sofreu uma lesão no tornozelo direito, que a deixou parada por dois meses, e outra na posterior da coxa, que a deixou um mês afastada das quadras.

“Quando recebi este título, eu estava na igreja e uma amiga me ligou avisando. A emoção foi enorme, porque não foi como das outras vezes, nas quais eu estava concorrendo com muita força. Como eu mudei de equipe, tive que recomeçar tudo como se fosse do zero. Fui pra um time novo, que ainda não tinha ganhado nada nacionalmente, e foi tudo um pouco mais complicado pra mim”, comentou.

De acordo com ela, com persistência e perseverança, foi se fortalecendo e, no fim das competições, pode dar o melhor e ajudou o Leoas da Serra a vencer campeonatos e a seleção brasileira com o título da Copa América.

Com a cearense no clube, o Leoas da Serra conquistou o primeiro título nacional: a Copa do Brasil de futsal feminino. Além disso, venceu os Jogos Abertos de Santa Catarina e foi vice-campeão estadual. Na seleção brasileira, a ala foi destaque na vitória da quinta Copa América. Mas não só de espetáculos dentro das quadras vive Amandinha. A melhor jogadora de futsal do mundo leva uma rotina pesada conciliando treinos durante o dia e estudos, à noite. A intenção é concluir o curso de fisioterapia no fim deste ano. “Vou me dedicar bastante para conseguir terminar a faculdade em 2018, porque me formar em fisioterapia também é um sonho para minha vida”, afirmou.

Inspiração

Depois de tantos anos como melhor do mundo, Amandinha tornou-se um dos grandes modelos para garotas que sonham em jogar futsal profissionalmente. A jogadora costuma receber centenas de mensagens de fãs de futsal nas redes sociais e enfatiza como se sente motivada com tanto apoio. “Essa questão das meninas sempre se espelharem em mim é um dos maiores motivos de eu gostar tanto de ser a melhor do mundo, porque vejo que elas veem uma esperança em mim. Elas veem a possibilidade de um dia conquistar um sonho. Por eu ser magrinha, baixinha, pequenininha, sempre fui muito desacreditada pelos outros, coisa que acontece bastante no futsal feminino. Então dou dicas quando posso, digo como essas meninas podem lutar, o que podem fazer, procuro responder as mensagens das pessoas que me admiram”, cravou a jogadora.

 

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