Por: diario | 08/01/2015

Natacha Santos

Para muitas famílias brasileiras, a compra do material escolar representa a maior despesa do início do ano, principalmente para os pais que possuem mais de dois filhos. O gasto é inevitável e, neste ano, com alta média de 8% em comparação a janeiro de 2014. Foi o que apontou um levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares.

Em uma papelaria no Centro de Rio do Sul a busca pelos materiais escolares começou já em dezembro. De acordo com a gerente, Alvina Rech Franzão, muita gente antecipou as compras e janeiro também começou aquecido. “Tivemos muitos clientes que nos procuraram em dezembro para comprar os materiais escolares como presente de Natal, e isso não é tão comum”. Ela acrescenta ainda que a alta no preço dos itens não foi tão percebida. “Estamos com um movimento muito bom e a expectativa é de que aumente com a proximidade do início das aulas”.

As capas tentadoras tornam difícil a escolha do novo caderno, mas a lista não tem só isso e a caça ao material escolar é feita na base da pesquisa. A professora Adriana Bussolo tem dois filhos, um na 4ª série e outro na 8ª série, e afirma que pesquisa os preços antes da compra, mas que não abre mão da qualidade. “Às vezes o barato sai caro, mas não custa pesquisar”. Para ela, a compra dos itens saiu dentro do valor esperado. “Já estamos acostumados com essa alta nos preços, pois todo ano tem. Então a gente já vem preparada”.

Na hora de fazer as compras é possível encontrar no mesmo lugar o mesmo tipo de produto de marcas diferentes e com preços também muito distintos. Uma canetinha, por exemplo, custa R$ 1,30, enquanto outra de marca diferente, da mesma cor, sai por R$ 2,90. As duas escrevem da mesma forma, mas dá para economizar mais que a metade do preço na compra do produto.

O diretor do Procon de Rio do Sul, Luis Carlos Nienkotter, lembra que, de acordo com a lei, as escolas não podem determinar as marcas dos materiais que devem ser comprados, nem colocar na lista itens de uso coletivo. “Itens como papel higiênico, material de limpeza, copo descartável não podem ser exigidos. A escola deve pedir apenas o produto que o aluno vai utilizar individualmente”.

Comprar apenas o que a lista pede também é uma forma de economizar, garante Nienkotter. “Às vezes os pais levam coisas que não são pedidas na lista e esses itens acabam não sendo utilizados, então é um gasto desnecessário. E deixar as crianças em casa na hora da compra também é uma dica para economizar”, ressalta. Além disso, o diretor salienta que os pais devem prestar atenção aos selos das agências regulamentadoras na hora de comprar os materiais. “Produtos atestados não oferecem risco a saúde das crianças e garantem um material com boa procedência”.

O diretor acrescenta ainda que os pais devem prestar muita atenção se optarem fazer a compra online. “Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Preços muito abaixo do praticado podem significar roubada, então a orientação é de que observem se a loja online tem CNPJ, telefone para contato e algum endereço fixo. Outro problema de comprar online é quanto aos prazos de entrega, que podem não ser respeitados”, finaliza.