Por: diario | 30/05/2017

O presidente do PMDB de Santa Catarina, deputado federal Mauro Mariani, é o nome mais cotado para ser lançado como candidato ao Governo do Estado pela sigla nas eleições de 2018. O parlamentar já está mobilizado e tem visitado regiões e se reunido com lideranças partidárias.

Prefeito por dois mandatos do Município de Rio Negrinho, no Planalto Norte Catarinense, Mariani também foi deputado estadual, ocupou o cargo de secretário de Estado de Obras do Governo Luiz Henrique da Silveira e está no terceiro mandato na Câmara Federal. Apesar de reconhecer que os delegados do partido é que definirão a candidatura, o presidente da sigla no estado se diz credenciado para o cargo. “Eu tenho uma história, uma trajetória, conhecimento suficiente, eu conheço todas as cidades de Santa Catarina, a realidade da política, participei do Governo Luiz Henrique que foi muito ativo no Estado, eu me sinto verdadeiramente preparado, mas essa é uma discussão que o partido vai fazer”, declarou.

Entre os nomes que disputam com ele dentro do partido estão o do atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira, do senador Dario Berger e do prefeito de Joinville Udo Döhler. Mariani disse que não terá privilégio por ser o presidente estadual do PMDB, mas considera que essa concorrência não existirá. “O Eduardo Moreira já disse essa semana que se for candidato será a senador, o Dario Berger já declarou por várias vezes que me apoia e o prefeito Udo é meu amigo, da cidade em que moro, em nenhum momento disse que tem vontade de ser governador, comentou.

A intenção do PMDB é concorrer na cabeça de uma chapa. Mariani explica que o partido não tem restrição alguma com alianças, segundo ele, o PSDB foi o principal parceiro da sigla nas eleições municipais no ano passado em Santa Catarina. Ele não descartou uma união com o PP, mas considerou muito pouco provável. “O PMDB e o PP em Santa Catarina sempre foram tradicionais adversários, então eu penso com o PP com mais dificuldade”, observou.

A aliança com o PT, que ocorreu por muito tempo, está descartada. O motivo é o desgaste que os partidos tiveram no cenário nacional, principalmente com o mais recente processo de impeachment. “Me dou muito bem com as lideranças do PT de Santa Catarina, são meus amigos, mas tem essa questão que torna bastante difícil uma aproximação já para o pleito 2018 (…) as circunstâncias dos últimos anos tornam quase que proibitivo PMDB e PT estarem juntos”, falou.

 

Recebimento de doações

O deputado federal foi um dos parlamentares que recebeu doações de campanhas feitas pela JBS nas eleições de 2014. Ele recebeu R$ 550 mil. Mauro Mariani afirma que todas as doações de campanha foram legais e por isso aprovadas na Justiça Eleitoral. “Eu recebi doação do partido, do Diretório Nacional e do Diretório Estadual, eu não conheço ninguém da JBS, nunca tive contato com ninguém, os partidos ajudam os candidatos, depositam o dinheiro e você vai saber de quem é o dinheiro 15 dias depois, quando mandam imprimir o recibo para quem doou”, justificou.

O parlamentar considera que o antigo processo de doações contribuiu para o avanço da corrupção, por isso foi aprovada a proibição de doações de empresas para campanhas, que passou a valer no ano passado. “A fórmula estava errada, e essa fórmula produziu também toda essa encrenca que aí está”, concluiu.

Albanir Júnior


Polenta solidária reúne 2 mil pessoas em Rio do Sul

Alto Vale mantém alerta de cheia

Homem é preso por agredir a mulher e ameaçar filho em Rio do Sul

Até ontem, Rio do Sul tinha 96 pessoas em abrigos