Por: diario | 08/11/2018

A Proposta Verde, empresa de Rio do Sul especializada em ecodesign e que fabrica mobiliários com madeira de reutilização, é uma das duas catarinenses finalistas para o Prêmio Ecoera. O evento chega a sua quarta edição e tem o intuito de diminuir o impacto da indústria, nos setores de moda, design e beleza.

O Prêmio Ecoera, foi criado pela especialista em sustentabilidade e consumo consciente Chiara Gadaleta. A premiação, que acontece amanhã (9), na sede da SOS Mata Atlântica, em São Paulo, se consolida no mercado como uma ferramenta de análise de indicadores de práticas de sustentabilidade ambiental, social, econômica e cultural em empresas de pequeno, médio e grande porte. Nessa edição foram inscritas 129 marcas, sendo selecionadas 26 empresas como finalistas.

A diretora da empresa rio-sulense, Ana Suelen Pisetta, comenta que só de estar entre as selecionadas, ela se sente gratificada.

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“A gente tem expectativa de ganhar, porque torce para a empresa, mas não é o principal objetivo. Se considerarmos que foram 129 empresas se inscreveram e 26 foram finalistas a gente já sente bem feliz. Mas claro, se vier o prêmio, vamos ficar radiantes”, comenta.

A Proposta Verde tem inovado quando o assunto é criação de peças sustentáveis dentro da moda. A empresa hoje, além de produzir mobiliários a partir de madeira de demolição, já desenvolveu uma coleção de luminárias em parceria com Leroy Merlin, uma linha de ecojoiais, que foi usada também pelas Lojas Renner na última coleção lançada e, mais recentemente, está com uma parceria com a Mormaii e desenvolveu raquetes de frescobol. Apesar do reconhecimento e crescimento na oferta de produtos sustentáveis, Ana revela que ainda enfrenta desafios no mercado.

“A gente tem visto que a aceitação tem sido boa, mas com muitos desafios ainda. Temos muita limitação de investimento, de abertura de mercado de uma forma estável, a gente não está ainda de fato produzindo de forma estável a ponto de ser economicamente viável, por exemplo. A gente ainda está investido, mas está alcançando patamares de referência, como o empreendedores da moda sustentável, o que nos fortalece a continuar”, conta.

Para ela, a sustentabilidade é um conceito que veio para ficar, porque é o resultado de consequências. E como a moda dita nosso comportamento, ela tem um alcance e poder de transformação muito grande.

“Participar de prêmios como este abrem as portas e vão nos dando reconhecimento e isso fortalece a Proposta Verde na área da moda. Mas não é só na moda que a Proposta Verde atua, a gente trabalha com o design também. Nosso intuito é fazer com que a sustentabilidade como forma de viver tenha um alcance. Quanto maior o alcance, melhor. Cada marca que a gente alcança é como se colocássemos uma bandeira da sustentabilidade, que nos ajuda a difundir esse novo conceito. Os desafios são muitos mas a gente faz porque a gente acredita, porque é um propósito que nos dá sentido de vida e felicidade em atuar assim”, finaliza.

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Finalistas do 4º Ecoera

As 26 empresas finalistas foram analisadas de acordo com a sua atuação e impacto em quatro categorias: Planeta, pontuação que avalia práticas relacionadas ao meio ambiente; Pessoas, para as ações relacionadas aos trabalhadores e comunidades locais; Gênero, categoria que avalia empresas que concentram esforços para avançar em igualdade de gênero e empoderamento das mulheres; e por fim o Ecoera, que abrange as três categorias, sendo o prêmio de maior importância atribuído à empresa de maior pontuação. Em cada uma das categorias serão premiadas pequenas (até 49 funcionários) e grandes empresas (acima de 250 funcionários).

São elas: C&A, Pantys, Farm, Damyller, Agama, Mentah, Proposta Verde, Bemglo, Comas, EcoModas, Face It Natural, Gaia Alforges, RosaP, Ipadma, LAB77, Maré Relógios, Alhma, Bléque, Envido, Mescla, Timirim, Coletivo de Dois Roupas, Kitecoat, Labot, Rhodia e Undo.

Susana Lima