Por: diario | 21/11/2018

O Clube Cruzeiro, de Presidente Getúlio, vai promover no dia 9 de dezembro uma seletiva de futebol feminino, com o objetivo de escolher atletas para formar uma equipe profissional para representar o município em 2019 no Campeonato Catarinense.

A responsável pela seletiva é a professora Luana Lima, que é formada pela Associação Brasileira de Treinadores e já está há 10 anos envolvida no esporte. Ela conta que até o momento mais de 50 meninas já se inscreveram para o “peneirão”, onde apenas 20 atletas serão selecionadas para vestir a camisa do clube nas futuras competições.

A inscrição é gratuita, e pode ser realizada até o dia 8. As meninas interessadas devem levar no dia do teste: calção, meião, camiseta e caneleira. Segundo Luana, podem participar da seletiva, que acontece no campo do Cruzeiro Esporte Clube, meninas de 7 a 25 anos.

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“Estamos trazendo o projeto para Presidente Getúlio, graças a Deus, já tenho uma atleta revelada que é a Renata May, que atualmente está no Grêmio no Rio Grande do Sul e a gente pretende agora, com a parceria do Cruzeiro e da prefeitura da cidade, montar uma equipe de futebol feminino. Estamos com quase 50 meninas confirmadas, inclusive atletas de São Paulo que vão vir até o Vale Norte fazer o teste. O clube tem vínculo com a Associação de Pais e Atletas do Futebol (APAF), pois é através dela que os projetos são aprovados, e que conseguimos o auxílio necessário com materiais esportivos, desde bolas até uniformes para a equipe. Só temos a agradecer o presidente executivo do clube, Mani, que está fazendo uma ótima gestão no município e é nítido o amor que ele tem pelo futebol. Ele é um grande incentivador e tenho certeza que teremos a primeira equipe de futebol feminino do Alto Vale, representando o Cruzeiro”, ressaltou.

Quanto aos critérios de avaliação Luana afirma que o trabalho em campo é sério.

“A professora Maria Helena que trabalha na Comissão Municipal de Esportes (CME) de Presidente Getúlio há anos, também estará presente na seletiva e vai auxiliar as meninas nessa transição do futsal para o campo. Tanto eu quanto ela, vamos analisar os passes certos, errados, cruzamento com bolas, dribles, força, deslocamento, agilidade, posicionamento, verificar o histórico de lesões, se a atleta teve passagem em algum clube, pois sabemos que as meninas do Alto Vale tem muita visibilidade do futsal e que não estão muito preparadas para o campo. Claro que é um processo demorado, mas a dica que dou para as participantes é que mantenham a tranquilidade, porque todas serão bem vindas nesta seletiva”, completou.

Iniciativa

A parceria visa também a adequação ao novo regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Instituição Esportiva Internacional que organiza, desenvolve e controla Competições de Futebol (CONMEBOL), que prevê que a partir de 2019, que os clubes de futebol masculino do Brasil que não apoiarem o futebol feminino ou que tiverem um time formado por mulheres e que não disputem competições nacionais, não poderão participar da Copa Libertadores da América.

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Para a professora Luana Lima, essa iniciativa foi muito importante para todas as mulheres, que independente da profissão ou local de trabalho, apenas querem ser valorizadas e fazerem o seu trabalho da melhor maneira possível.

“Acredito que quando os grandes clubes, começarem a olhar o futebol feminino de outra forma, as meninas certamente vão ganhar força. E essa nova lei que a CBF criou, vai ajudar muito na visibilidade do futebol, que inclusive já estamos a cima de 15 clubes no Campeonato Brasileiro na categoria feminina. Estou muito contente com esse apoio, pois o preconceito contra nós mulheres, em campo ou não, deve acabar sim. Mas também, não é só o preconceito em si, hoje a falta de profissionais para trabalharem nesta área, realmente está bem complicada e falta um pouco de vontade da parte deles. Precisamos de pessoas capacitadas, que comecem os projetos e desenvolvam essas ideias dentro dos clubes, queremos pessoas determinadas e que levem o projeto a diante”, enalteceu.

Jéssica Sens