Por: diario | 09/11/2018

O cirurgião dentista e presidente do Partido Social Liberal (PSL) em Santa Catarina, Lucas Esmeraldino, comentou nesta quinta-feira (8), em entrevista exclusiva ao DAV, o pedido do Ministério Público Federal para que a chapa do senador eleito Jorginho Mello (PR) tenha o registro cancelado por irregularidades em relação a filiação do segundo suplente, Beto Martins (PR), que teria sido feita após o prazo permitido. O caso já foi encaminhado ao Superior Tribunal Eleitoral e de acordo com Esmeraldino, essa é uma questão de justiça.

Ele citou ainda que o candidato do PSL no Alto Vale, Valdemar Ignaczuk, mais conhecido como Rabuja, não teve os mais de 16 mil votos contabilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral por causa da mesma situação.

“O TRE não computou esses votos e se eles tivessem sido validados, entraria o sargento Floriano de Joinville como deputado estadual e a mesma coisa aconteceu com o suplente do Jorginho. Como a chapa do Senado é indivisível, se tiver problema com qualquer um, cai a chapa inteira, e se o julgamento for justo ele não será senador”.

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Esmeraldino comentou ainda, que para as próximas eleições municipais, em 2020, a meta é ter candidatos a prefeito em 295 municípios catarinenses, mas esclareceu que neste ano, o PSL não vai criar nenhum diretório e garantiu que a sigla só vai tratar das executivas municipais a partir do dia 15 de janeiro de 2019.

“Qualquer pessoa pode entrar no site e se filiar, mas as executivas só a partir de janeiro e vamos fazer uma peneira muito grande. A executiva Estadual vai realmente ter esse cuidado para não entrar qualquer pessoa no PSL”.

Nesse momento, o partido está focado na transição do Governo do Estado, e o candidato a senador, que foi o terceiro mais votado e recebeu 1.161.662 votos, tem ido com frequência à Brasília acompanhar de perto o processo que pode culminar na troca de um nome catarinense ao Senado. Depois que o caso tiver um desfecho, o trabalho, segundo ele, será para refazer o partido.

Ao comentar sobre a expectativa para o governo de Carlos Moisés da Silva, Esmeraldino diz ter certeza que ele está preparado e não vai decepcionar.

“Ele tem boas intenções, vem cheio de vontade e tem um grupo preparado que realmente vai fazer uma política nova e trazer a mudança para Santa Catarina”.

Ele ainda citou os nomes do médico Carlos Roberto Felipe, do empresário Amandio João da Silva Júnior e do próprio Rabuja, ao falar sobre lideranças do PSL no Alto Vale, mas preferiu manter sigilo em relação ao nome dos possíveis secretários de Estado, que devem ser divulgados nas próximas semanas pelo governador eleito.

“Não devemos favor à ninguém e vamos escolher com muita tranquilidade, muita calma, e a hora que o Moisés de sentir confortável ele vai anunciar”.

Helena Marquardt