Por: diario | 02/08/2016

Helena Marquardt

Um terreno particular no Budag, que serviu como depósito de entulhos da enchente de 2015 por vários meses, mas que já foram retirados em junho e encaminhados para Ibirama, agora volta a preocupar a população, desta vez pela falta de colaboração de alguns moradores que têm jogado lixo no local.

O comerciante Willian Diego de Assis conta que muitas pessoas têm depositado lixo no local, mas que até hoje não presenciou a cena. “Meus vizinhos também já falaram que até tem uma lixeira onde o pessoal pode colocar o lixo, mas mesmo assim botam em outro lugar. É uma falta de vergonha porque depois vem a enchente e ficam reclamando que tem lixo espalhado para tudo que é lado. Tem placa avisando que é proibido então para mim é falta de consciência.”, comentou.

Ele contou ainda que um catador passa pelo terreno com frequência e até recolhe materiais recicláveis, além de um vizinho que acaba fazendo a limpeza quando o mau cheiro está incomodando muito. Mesmo assim várias sacolas estão espalhadas pelo local. “De vez quando ele vai lá e junta se está muito fedido”.

A vendedora Vanessa da Silva, que trabalha bem próximo ao terreno, acredita que a prefeitura deveria ir de casa em casa orientando a população ou mesmo providenciar um lixeiro coletivo para cada rua. “Assim cada um teria o seu lugar de colocar o lixo, que não sei porque está sendo jogado nesse terreno. O pessoal também deveria se conscientizar e colocar no local correto e não no terreno dos outros”, opinou.

O secretário de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente, Heber Xavier Ferreira lamentou a situação e explicou que a prefeitura deve solicitar que um fiscal de posturas vá até o local. “É uma pena. Fomos tão cobrados para a retirada daquele entulho e foi tão custoso poder conquistar esses recursos, tanto do Governo do Estado quanto separar do município e infelizmente isso está acontecendo, mas não só ali, em vários pontos da cidade” comentou.
Ele afirmou ainda que o município disponibiliza coleta de lixo normalmente três vezes por semana e coleta seletiva uma vez por semana. “Ainda assim algumas pessoas escolhem o jeito mais tosco de descartar esse lixo”, disse.

Ele ressaltou também que acredita que o maior problema é individual e a solução deve partir da própria comunidade. “A gente aponta muito o dedo para o poder público, mas tem funções sociais que a gente mesmo não exerce. Vamos ver se conseguimos identificar, mas sabemos que é difícil porque isso é feito geralmente no período noturno. Na minha opinião a melhor fiscalização não é a do poder público, mas sim a do vizinho. Por isso pedirmos para a sociedade não deixar isso acontecer. Aquele lixo incomodava a comunidade e tem que permanecer assim.”, completou.

Conscientização

O secretário adjunto também acredita que a conscientização das crianças deve ser uma preocupação dos pais que podem orientar os filhos sobre o destino correto do lixo. “Hoje as crianças têm acesso de uma forma quase instantânea à informação e até eles podem pegar no pé dos pais para essa questão que está errada. Que exemplo é esse que um pai deixa para o filho deixando o lixo em local inadequado sendo que o município tem política pública para o recolhimento e é eficiente?”, concluiu.