Por: diario | 05/05/2017

O vereador Jaime Sens (PSDB) líder do Governo na Câmara de Ituporanga, organiza um dossiê para apresentar ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), contra o integrante da oposição no Legislativo, Diogo Gastaldi (PMDB). Sens alega que Gastaldi cometeu ato de improbidade administrativa enquanto ocupou o cargo de diretor da Fundação Fexponace em 2013.

De acordo o vereador tucano, a Fexponace inscreveu naquele ano, uma equipe amadora para participar na categoria adulto, da 2ª Copa Portal da Serra de Futsal, realizada no município de Bom Retiro. Os documentos revelam que a Fexponace pagou R$ 500,00 pela inscrição em 25 de setembro daquele ano, ao fim da competição a equipe de Ituporanga conquistou o título, só que a premiação do primeiro lugar, que foi de R$ 3.928,00, foi depositada na conta pessoal de Diogo Gastaldi e não na conta da Fexponace. “Foi feito através de um Doc [Documento de Crédito], eu estou com ele em mãos e isso é uma ilegalidade muito grande, é gravíssimo isso, é uma improbidade administrativa”, denunciou o vereador.

Os documentos revelam que a transferência bancária eletrônica foi realizada no dia 15 de outubro de 2013, para a conta que Gastaldi tem na agência da Caixa Econômica Federal de Ituporanga.

Outro fato que é considerado irregular pelo vereador que faz a denúncia, se refere a utilização de ônibus escolar do Município para fazer o transporte dos atletas até Bom Retiro, nos dias de competições. “Tenho várias solicitações de ônibus feitas para a secretária de educação, Solange Aparecida Goedert Petry, para que fossem transportados através do ônibus do transporte escolar, foram concedidas, o que é outra ilegalidade, porque ônibus do transporte escolar ele deve ser utilizado para transporte de alunos e não de atletas”, afirmou Sens.

O vereador agora organiza os documentos e se prepara para encaminhá-los para o Ministério Público, para que sejam analisados e seja apresentada denúncia à Justiça. “Diante de todos esses documentos que eu possuo, vou fazer um dossiê e encaminhar toda essa documentação para o Ministério Público, vou conversar com o advogado da Câmara de Vereadores, fazer todo o processo legal e encaminhar o mais rápido possível, para que o Ministério Público tome as devidas providências”, disse o vereador.

O vereador Diogo Gastaldi, afirma que não houve irregularidade, ele afirma que o time era particular e que a fundação apenas deu suporte para que a equipe representasse o município. “A Fexponace era só apoiadora do time na época, era até um time de Rio do Sul, eles jogaram sem cobrar nada, só pela premiação que foi paga em cheque e eu não quis pegar no momento e trocar e pagar eles lá, eu pedi que fizessem um depósito na minha conta e segunda-feira a gente fez o repasse para todos esses jogadores, eu tenho o recibo de todos eles”, garantiu.

O vereador reafirma que não houve ilegalidade, ele atribui a denúncia, a atuação na Câmara, como vereador de oposição. Gastaldi comenta ainda que nem mesmo a inscrição foi paga, segundo ele, o valor foi descontado da premiação que era de R$ 5 mil. “Foi paga a inscrição com a própria premiação, para ver que nem foi a Fexponace que pagou, o time era completamente particular, a Prefeitura só entrou como apoiador com o ônibus, o restante foi tudo particular”. Sobre o coletivo, o ex-diretor da Fexponace não sobre precisar se pertencia a frota escolar do Município. “O ônibus se eu não me engano era escolar, mas isso toda prefeitura faz ”, concluiu.

Albanir Júnior


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