Por: diario | 02/10/2018

O candidato a deputado estadual pelo PSB, o ibiramense Leonardo Secchi, conseguiu ultrapassar a meta da principal bandeira de campanha: reunir mais de mil codeputados, cidadãos que participariam de um mandato compartilhado e tomada de decisões caso ele fosse eleito.

Leonardo, que disputa as eleições pela segunda vez após ter conseguido mais de oito mil votos na primeira participação, ressalta que o mandato compartilhado funcionaria como uma cooperativa política onde cada um dos codeputados terá direito a voto.

“Todos têm através do celular um aplicativo chamado Nosso Mandato onde poderão votar nas propostas, controlar os gastos de gabinete, orçamento da Assembleia e além de tudo fazer propostas de projetos de lei, então a ideia é usar inteligência coletiva dos codeputados para que o gabinete transforme ideias em projetos de lei. Em vez de ter uma cabeça pensando teremos mil”.

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Questionado se ideias tão inovadoras dariam certo, ele se diz confiante.

“Em geral as pessoas têm bom senso, por mais que tenha uma pressão partidária ou do Executivo, o mandato compartilhado serve como uma proteção a qualquer tipo de negociata ou pressão indevida porque no fundo quem elegeu o mandatário são as pessoas e esse poder tem que se manter com elas”.

Além do mandato compartilhado o candidato ainda tem como propostas combater privilégios como auxílio-moradia, auxílio-doença, auxílio-paletó e garantir mais eficiência.

“Nossa proposta é reduzir em até 50% os custos do gabinete e é possível fazer porque todo cidadão sabe que Santa Catarina tem a segunda Assembleia Legislativa mais cara do Brasil e temos que dar exemplo e também persuadir os demais colegas deputados a também ter uma maior eficiência de gabinetes”.

O ibiramense acredita que com a experiência acadêmica que inclui pós-doutorado em políticas públicas no exterior, vai conseguir transformar o gabinete parlamentar num local de educação política.

“Não quero apenas ser um político que traz demandinhas de varejo, quero um gabinete que faça capacitação política de várias lideranças de Santa Catarina. Quero que gente nova volte a ser candidato, abrace a política para que em 2020 e 2022 as campanhas sejam também inovadoras como a nossa. Quero uma virada política porque uma andorinha sozinha não faz verão”.

Como professor de Administração Pública, ele diz que vai focar os esforços em fazer Projetos de Lei pautados em custo benefício.

“Isso eu ensino em sala de aula no mestrado e doutorado, como fazer política pública, como fazer critérios técnicos para tomar a decisão em qualquer projeto de lei para que eles não tenham um monte de investimento e nenhum benefício para a cidadania”, ressaltou.

A intenção seria criar ainda carreira de assessor legislativo para que os Projetos de Lei tenham qualificação mais técnica.

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“É um absurdo um deputado colocar 22 cargos comissionados sem nenhum com capacidade técnica, todos cargos eleitorais. Queremos uma seleção com currículo e com experiência para formar uma equipe multidisciplinar”.

Helena Marquardt