Por: diario | 16/12/2018

Quase um mês após o assassinato de Fabiane Fernandes em uma trilha no município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, a Polícia Civil carioca divulgou, neste sábado, 15, o laudo pericial que aponta que ela também foi vítima de violência sexual.

Essa era uma das hipóteses trabalhadas desde o início das investigações, mas até o momento só havia a confirmação de que ela foi golpeada na cabeça e teve todos os ossos da face quebrados, vindo a morrer por traumatismo cranioencefálico. As informações são do portal G1.

Na última sexta-feira, 14, Matheus Augusto da Silva, de 22 anos, havia sido preso em São Carlos (SP), acusado de ter violentado e assassinado Fabiane.

 Em depoimento neste sábado (15), Matheus negou as acusações. Contudo, segundo afirmou o delegado da 132ª delegacia de Arraial do Cabo, Renato Mariano, em entrevista ao G1, o suspeito estava nervoso e apresentou contradições no depoimento.

O delegado também disse que testemunhas ouvidas durante a investigação revelaram um comportamento de muito nervosismo do suspeito após o desaparecimento da vítima. Por fim, a polícia também considerou o fato de um cão farejador que atuou nas buscas do corpo da turista ter indicado os pertences de Matheus como se tivesse encontrado a vítima.

Um grupo de trilheiros chegou a fotografar Matheus na trilha onde o corpo de Fabiane foi encontrado, um dia depois do desaparecimento dela. Na imagem, ele aparece ao lado de alguns pertences e da barraca onde estava acampado.

Relembre o caso

Fabiane Fernandes, de 30 anos, moradora de Florianópolis, foi encontrada morta em uma trilha em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, no dia 21 de novembro. De acordo com a equipe do Instituto Médico-Legal (IML) de Araruama, para onde o corpo foi levado, ela foi assassinada com golpes na cabeça e no rosto no dia 18 de novembro.

Antes de desaparecer, Fabiane esteve por dois dias seguidos em uma loja de conveniências num posto de combustíveis no bairro da Prainha, onde tomou café e lanchou. Segundo funcionários do local, ela disse que estava sozinha na cidade e que queria fazer a trilha do Pontal do Atalaia.

A câmera de segurança da loja de conveniência gravou Fabiane tomando café no domingo, dia 18 de novembro, antes de fazer a trilha. Ela aparece usando um boné, tranquila, digitando no celular. Foi a última imagem dela com vida.

Fabiane tinha um filho de 9 anos e morava com a família nos Ingleses. Ela era a administradora de uma pousada.

Diário Catarinense