Por: diario | 25/06/2019

O Lar da Menina busca parcerias com o Núcleo de Arquitetos da Assocação Empresarial de Rio do Sul (Acirs). A ajuda será para a realização de uma planta/projeto em 3D, a fim de construir uma nova casa acolhedora para abrigar crianças de zero a 18 anos, com capacidade de até 20 pessoas.

A necessidade da planta é para que o projeto seja apresentado à lideranças políticas em Brasília e assim os deputados, terão uma visão de como é a estrutura antiga e como ficará com a nova obra. A primeira reunião com os arquitetos aconteceu na última terça-feira (18), e de acordo com a coordenação do Lar, todos os arquitetos abraçaram a causa e destacaram ainda que irão buscar parcerias com arquitetos de fora.

A coordenadora Silvania Müller, destacou que a nova estrutura é uma exigência legal e que é importante ser o mais próximo possível de uma casa.

“Hoje nenhuma casa de acolhimento pode ser uma casa tão gigante, como é hoje o prédio que atende o Lar da Menina. Será uma construção nova para que tenha uma estrutura de casa, com uma quantidade exata de quartos, metragem adequada, tantas camas por quartos, e não em estilo de orfanato. Hoje nós temos os quartos separados, porém a estrutura é muito grande, então precisa ser o mais parecido com uma casa possível”, reforçou.

Questionada sobre a estrutura atual, a coordenadora destaca que são muitos os gastos, como a parte elétrica, que por se tratar de uma construção antiga, acaba gerando gastos altos e aumenta as despesas para abrigar e acolher crianças no espaço.

“Esse prédio antigo não será demolido, continuará sendo usado, mas para a parte administrativa, como visitas e familiares”, explicou.

Em relação ao projeto, Silvania disse que já existe uma planta baixa, onde os arquitetos também foram parceiros, e portanto, acredita que os resultados para que o trabalho seja efetivado não devem demorar a acontecer. “Já temos a planta baixa que foi iniciada no ano passado com a parceria dos arquitetos associados à Acirs, mas agora precisamos dar continuidade, buscamos a parceria com os arquitetos novamente, porque estamos atrás de recursos, e essa é a parte mais difícil. Fizemos contatos com alguns deputados, porém, eles não conseguem dimensionar como que é a estrutura hoje e como vai ficar depois. A nossa busca em parceria com os arquitetos é para que eles possam fazer a planta em 3D quando formos mostrar o projeto e toda a situação de como é hoje e como que vai ficar”, esclarece.

Em relação ao início da obra, Silvania disse que toda a equipe do Lar, juntamente com a ajuda dos arquitetos, vêm se esforçando para que as mudanças aconteçam com agilidade e rapidez.

“Assim que conseguirmos a verba vamos começar. Nossa ideia é fazer por etapas, não há um prazo para finalização. A gente sabe que é um custo elevado então assim que tiver o projeto em 3D queremos levar para Brasília. Estamos planejando essa nova estrutura a longo prazo, mas já estudamos e vamos nos organizar para fazer um caixa. Os armários ainda são embutidos, precisamos de tudo e prezar a individualidade de cada um para que eles se sintam realmente morando em um lar. Nessa planta que já temos, banheiros individualizados, cada dois quartos tem um banheiro para individualizar, quartos com limite para quatro crianças, exceto em casos de irmãos, no início”.

Para o coordenador do Núcleo, Fernando Fontanive, essa é uma oportunidade que o grupo tem para se envolver com causas sociais e se desenvolver. “O reconhecimento do nosso trabalho é importante, porque o principal intuito do Núcleo, desde a fundação, é estimular a valorização profissional. E sermos procurados por uma entidade que faz um trabalho tão belo e honroso como o Lar da Menina mostra que o Núcleo de Arquitetos está cada vez mais forte”, destaca.

Tatiana Hoeltgebaum