Por: diario | 27/06/2017

O chefe do executivo de José Boiteux, Jonas Puweel, que cumpre seu segundo mandato a frente do Município, avalia os trabalhos de seu governo como de manutenção dos serviços públicos com qualidade para os cidadãos e as contas da Prefeitura em dia. Como é de conhecimento geral, os recursos para os municípios estão cada vez mais escassos e demandam um gerenciamento mais austero da máquina pública, evitando, assim, o endividamento e o impedimento na obtenção de crédito.

“Nesses primeiros seis meses do segundo mandato, a coisa está muito complicada, muito difícil financeiramente. Nós já viemos com uma bagagem, uma experiência do mandato passado, então, estamos segurando as coisas, pois os recursos próprios hoje dão apenas para fazer a manutenção”, afirma o prefeito.

Ele ainda revela até mesmo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que a cidade tem direito foi reduzido. “Agora é tentar manter, se conseguirmos chegar até o final do ano assim, a gente já vai ficar contente. Nosso orçamento para 2017 é menor do que o que havia sido estipulado para 2016 em quase um milhão de reais. De 10 secretarias tivemos que reduzir para cindo secretarias, cortamos cargos comissionados”. Pudweel ainda detalha que em diversos casos, como diretores de escolas e até mesmo três secretários, já são funcionários de carreira para minimizar custos e baixar o índice de folha de pagamento.

Segundo o gestor, o Município almeja realizar ações principalmente nas áreas de Saúde e Obras, e que apesar do trabalho duro em busca de verbas, os projetos para a evolução da estrutura de José Boiteux seguem sendo desenvolvidos.

 

Barragem

Para esclarecer a relação do Município de José Boiteux com a barragem que opera em suas terras, que no período de chuvas foi muito especulada, o prefeito Jonas Pudwell explicou veementemente que a cidade não tem responsabilidade ou benefícios com a localização do empreendimento em seu território, ao contrário do que algumas pensam. Por se tratar de uma obra federal, sua operação é controlada pelo Governo Federal. “A única coisa que nós temos [com a barragem] é prejuízo, pois nós temos que manter as estradas com nossos recursos. Quando a barragem enche, os índios ficam ilhados, eles fizeram a estrada mais baixa que a cota da barragem, então pra nós é prejuízo”, lamenta Pudwell.

O prefeito ainda diz que já comunicou os órgãos responsáveis sobre os problemas que podem surgir quando o local ficar completamente cheio. “Existe um documento lá que diz que os indígenas podem usar lá, mas aquilo nunca foi concluído. Pode acontecer uma tragédia ali, mas parece que ninguém quer ouvir. Agora [no período da última cheia] quando deu uma coisa mais complicada parece que todo mundo ‘saltou’. É muito promessa, prometeram muita coisa pra eles”, salienta.

Airton Ramos