Por: diario | 24/01/2019

O basquete é um dos esportes mais populares no mundo todo. É uma modalidade que vai além das enterradas exibidas pela televisão, pois requer agilidade e resistência, que desenvolve a coordenação visual e motora do competidor. Em sua essência é necessário apenas de uma cesta, uma bola e pelo o menos dois jogadores. Essa basicamente é a rotina dos atletas que compõem o Projeto Escola Basquete (PEB) de Rio do Sul. Só que, apesar do treinamento diário, alguns jogadores também sonham em representar novos clubes, sair do Alto Vale, conhecer lugares e adquirirem experiências na carreira como atletas. Como é o caso da Iohana Schwambach, Kailane Cecília Ribeiro Felix e do Vitor Hugo Roussenq, que se despedem do grupo rio-sulense para defenderem a partir desta temporada, outros clubes, como Joinville, Lages e Campinas.

Orgulhoso e ao mesmo tempo, triste com a contratação, o técnico Eduardo Cartier, conhecido popularmente como Laranja conta que infelizmente não poderá mais investir no projeto e que essa decisão dos atletas juntamente com ele, foi necessária, já que não teriam certezas se participariam das próximas competições pela PEB.

“O Vitinho já tinha esse propósito de sair da cidade e representar outros clubes, mas as meninas não, elas queriam ficar treinando pelo nosso clube e sinceramente, ficamos tristes, por não conseguirmos segurar os atletas que tem um belíssimo futuro aqui com a gente, por falta de recurso financeiro, é uma pena. Foram sete anos investindo diretamente no basquete e decidimos em conjunto com a comissão técnica que precisávamos de uma contrapartida, porque o que temos da iniciativa privada é valioso, porém insuficiente, pois precisamos retrair os investimentos para saldar as dívidas. Teremos uma reunião com a Fundação para ver se eles vão contribuir de alguma forma, se terá destino de verba, se fizerem, iremos avançar com o projeto, caso contrário, não iremos jogar nenhum categoria no Campeonato Estadual. Claro que vamos cumprir as exigências da FESPORTE, que são os Joguinhos Abertos de Santa Catarina e a Olesc, mas as demais competições será inviável a todos nós”, contou.

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Em relação ao trabalho desenvolvidos pelos atletas no projeto, Laranja enaltece que os três foram muito importantes para a formação do grupo rio-sulense.

“Tanto a Iohana, Kailane e o Vitinho representam muito para o nosso projeto, eles são a materialização de um trabalho de formação como atletas, como também de formação humana, que são um dos nossos valores, além é claro da lealdade ao clube. Todo o treinamento foi conduzido de uma forma muito bacana, sem atropelamentos, famílias compreendendo todo o processo e nós, só desejamos o melhor que a vida possa oferecer para eles”, elogiou.

Iohara que desde pequena é considerada uma das melhores jogadoras do estado e que vai defender o Clube de Joinville, conta que está ansiosa para estrear com a nova equipe.

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“Aqui em Rio do Sul evolui muito como atleta e como pessoa, o basquete me ajudou muito. Fui bem acolhida, criei irmãos no esporte, amigos de verdade. Estar no esporte é maravilhoso, mas agora que irei me mudar, vai ser tudo diferente, pois nunca sai de casa. No começo vai ser bem difícil e doloroso pois deixarei meu time aqui em Rio do Sul, mas estou confiante e espero fazer bons jogos pela equipe de Joinville”, destacou.

Já o Vitinho, que sempre esteve em evidência no cenário catarinense e que agora fará parte do Clube de Campinas, destaca que também está ansioso para representar o novo time.

“Estou indo para um lugar muito qualificado, com grandes profissionais, inclusive um técnico de Santa Catarina, a estrutura é impecável, com centro de treinamento, fisioterapeuta, academia, ensino de qualidade, colégio particular. Campinas é um lugar bem legal para dar continuidade ao basquete. Espero que seja um grande ano de muitas conquistas e de muitas experiências em quadra”, pontuou.

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Quanto ao aprendizado que teve no projeto em Rio do Sul, Vitor ainda enaltece que cresceu muito como atleta e como ser humano.

“O PEB, me deu inúmeras oportunidade, evolui muito e sou eternamente grato por tudo que o Laranja, a Greice e todos os que participam do projeto, fizeram por mim e que fazem por aqueles atletas que treinam todos os dias. Pouca gente sabe por tudo que já passamos e se não fosse por eles e também pelo meu desempenho e dedicação, eu certamente, não teria chegado onde sempre sonhei chegar. Tenho muito orgulho de ter feito parte desse time, que me trouxe ao basquete e que me revelou como atleta, só desejo tudo de bom para todos e quem sabe um dia, se não der certo em São Paulo, espero que as portas em Rio do Sul, ainda estejam abertas para mim pois tenho um carinho enorme por cada um de vocês”, concluiu.

Jéssica Sens