Por: diario | 18/09/2017

As últimas eleições municipais ainda refletem mudanças no cenário político de Rio do Sul e do Alto Vale. Candidato a deputado Federal pelo Partido Progressista (PP) pela primeira vez em 1998, o advogado Jaime Pasqualini pediu a desfiliação do partido essa semana, alegando que foi traído por membros do diretório municipal nas últimas eleições municipais, quando era pré-candidato a prefeito.

No requerimento de desfiliação encaminhado ao diretório municipal do partido, contou que se orgulhou muito de representar a sigla por quatro eleições, que sempre honrou os princípios e objetivos democráticos do partido e que possui uma estreita amizade e um respeito muito grande pelo deputado Federal Espiridião Amim, a principal liderança pepista em Santa Catarina. “Apesar de tudo isso, nas últimas eleições eu não recebi a devida fidelidade de alguns membros do partido em Rio do Sul, e por conta disso, acho que é o momento de me desfiliar”, alega.

Pasqualini foi apontado como um possível pré-candidato pela sigla nas últimas eleições. Inclusive, foi visto na área central da cidade gravando imagens que seriam utilizadas em programas eleitorais e peças publicitárias posteriores.

Porém, o PP integrou a coligação Renovação e Trabalho para Crescer, composta por PRB, DEM, PP, PSDB, PSD, PROS, PSB e PSDB, que levou o candidato José Thomé a chefia do Executivo Municipal.

Questionado sobre seu futuro político, Pasqualini afirmou que recebeu convites de filiação ao PMDB e ao PR, mas acha que não deverá concorrer as eleições no ano que vem. “O futuro a Deus pertence, não posso hoje especular se serei candidato, acho que não, estou querendo cuidar da minha vida”, conta.

O presidente do diretório do PP de Rio do Sul e vereador da sigla no Legislativo municipal, Maicon Coelho, conta que é um processo natural na política, pois é um período que lideranças procuram seu espaço. Em relação as últimas eleições municipais ele acredita que o partido tomou uma decisão acertada, principalmente em relação aos resultados alcançados. O presidente do PP à época era Cláudio Ropelato.

Rafael Beling