Por: diario | 21/02/2019

Para algumas pessoas, um empréstimo consignado pode ser a solução imediata de um problema, mas para outras pode acabar até como uma forma de golpe. Nos últimos anos, segundo o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), de Rio do Sul, cada vez mais idosos vêm sendo induzidos por criminosos ou até familiares a fazer empréstimos consignados, por isso a orientação vem sendo reforçada para esse público.

De acordo com diretor do Procon, Vanderlei Waldrich, no Alto Vale a situação sem crescendo bastante e o órgão tem buscado orientar as pessoas para que não sejam enganadas.

“O segredo principal é a família orientar esses aposentados, geralmente isso acontece com pessoas de idade mais avançadas, é importante que o idoso, antes de contratar algum empréstimo converse com alguém da família e em hipótese alguma, aceite algum contrato por telefone”, disse.

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Vanderlei pontua ainda que nesses casos o INSS acabou implantando algumas regras para os novos beneficiários.

“O INSS, implantou algumas regras, principalmente para aposentados novos, eles ficarão bloqueados durante 180 dias, e as empresas não poderão ligar oferecendo empréstimos e benefícios, nos primeiros 90 dias da concessão do benefício não poderá contratar o empréstimo consignado. Outra dica é cuidar com a documentação que irá assinar, a letra tem que estar visível e entendível, caso contrário pode acarretar em problemas, outro detalhe importante é o aposentado não comprometer mais de 30% da renda familiar”, comentou.

Outro destaque que muitas vezes acaba convencendo os idosos é a taxa de juros mais atrativa, com valores que não são comuns em grandes agências bancárias.

“Muitas vezes pelo juro ser bem abaixo do mercado para empréstimos consignados, eles acaba fazendo empréstimos para família, amigos, ou conhecidos, isso acaba gerando um problema ou desavença porque pode acontecer de a pessoa não conseguir pagar aquele valor, a dívida vai ficar para o beneficiário e isso desconta diretamente do benefício deles”, completou.

Em casos onde o idoso desconfie e perceba que foi enganado, Vanderlei ressalta que o primeiro passo é buscar comprovações junto ao INSS.

“Qualquer desconto que apareça e que não tenha sido contratado, a primeira coisa é procurar o INSS para saber da origem, se você não contratou o serviço, será bloqueado automaticamente e começará uma investigação de pesquisa para comprovar se as informações procedem ou não, caso tenha sido enganado o primeiro passo é procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência”, disse.

Sobre as pessoas ficarem expostas a essas situações de risco ele destacou que atualmente os idosos são as vítimas mais comuns.

“Muitos deles tem um grau de instrução baixo e, além disso, problemas auditivos e acabam não entendendo o que as pessoas estão falando do outro lado, e naquele momento ele acaba concordando com algo que não sabe exatamente o que é e depois os problemas acabam surgindo”, destacou.

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Além do constrangimento em ficar com o nome sujo, ele afirma que muitos idosos acabam doentes por ter que enfrentar esse tipo de situação.

“Uma pesquisa feita comprova que todas as despesas ficam a cargo do idoso, então eles precisam do dinheiro para sobreviver, comprar remédios e pagar suas contas básicas, em casos da renda comprometida além do endividamento, muitas dessas pessoas acabam depressivas e doentes”, comentou.

Tatiana Hoeltgebaum