Por: diario | 19/05/2017

Referência em atendimento de longa permanência, o Hospital de Trombudo Central completou neste mês 50 anos de existência. Como forma de comemoração do aniversário e de arrecadação de fundos para a Unidade de Saúde, acontece amanhã (20) um Café Colonial, na Sociedade Esportiva e Recreativa Tamoio, em Trombudo Central. Segundo a organização, será um típico café colonial alemão, com uma grande diversidades de pratos.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 25 antecipadamente na recepção do hospital e com alguns funcionários, mas também na entrada do evento. O café começa a ser servido às 15h e segue até às 17h, e a recreativa fica na rua Arno Zimmermann, número 1091. “Terá diversos pratos, cucas, pães, bolos”, divulgou a contadora financeira do hospital, Maristela Kirschner. Até a tarde de ontem, 350 tíquetes do café já tinham sido vendidos e, ao total, 500 serão disponibilizados.

Essa é uma das agendas de comemoração dos 50 anos do Hospital de Trombudo Central. No dia quatro de maio, autoridades políticas e parceiros da unidade fizeram uma solenidade parabenizando o hospital. Na oportunidade, deputados estaduais prometeram se comprometer com a causa do hospital, que passa por dificuldades financeiras. “Eles não falaram em valores, mas se mostraram com vontade de arrecadar verbas para o hospital”, contou Maristela.

Em comemoração aos 50 anos, o hospital fez um novo logotipo. Nos últimos anos, o Hospital de Trombudo Central teve alguns motivos para comemorar. As boas notícias são de reconhecimento. Desde 2002, quando a direção decidiu focar em atendimentos de longa permanência – aqueles em que os pacientes têm alto grau de dependência, se tornou uma referência. Em 2013, a unidade recebeu o certificado de hospital filantrópico, pela assistência em Saúde, e em 2015 foi contratado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o hospital conta com cerca de 3.750 metros quadrados de área construída e tem 68 leitos. 57 deles são para pacientes de longa permanência – 46 para SUS, 11 para convênios e particulares, e outros 11 para SUS, convênios e particulares. A área administrativa conta com 62 empregados diretos e 24 indiretos.

A unidade recebe repasses do governo, mas tem enfrentado dificuldades financeiras. De acordo com a contadora auxiliar da unidade, a verba do Governo Estadual não é reajustada há alguns anos. “Essa é uma situação não só do hospital aqui, mas de muitos outros”, comentou. Há seis meses o hospital recebe 12 mil reais a menos do que o combinado. Por mês, deveria ser repassado R$ 189 mil e desde novembro a unidade têm ganhado R$ 177 mil.

Segundo Maristela, o hospital têm conseguido se manter, mas a necessidade de manutenção e constante melhoria tornam-se desafios. “A maior complicadora agora é a questão da dieta. Antes a dieta era aberta, feita aqui mesmo no hospital, mas a vigilância pediu para que a dieta fosse integral. Ela vem fechada, é mais elaborada e mais cara”, comentou Maristela.

Para o futuro, o Hospital de Trombudo Central espera conquistar o título de referência em longa permanência na região dos Vales, e luta pela construção de uma unidade multiuso para abrigar capela, e por um espaço destinado para confraternizações. A unidade também precisa adquirir equipamentos e móveis. Além do atendimento de longa permanência, o hospital tem pronto-socorro, serviços ambulatoriais, raio-x e atende pacientes dos municípios de Agrolândia, Braço do Trombudo, Atalanta, Pouso Redondo, Otacílio Costa e Agronômica.

Suellen Venturini


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