Por: diario | 17/02/2017

À meia-noite de sábado (18), os relógios devem ser atrasados em uma hora, ato que marcará o fim do horário de verão. Foram pouco mais de quatro meses em que a população do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país conviveram com o horário diferenciado. Para o consumidor final, a redução praticamente não é percebida, mas para o sistema elétrico brasileiro, a economia na geração de energia chega a 5%.
O chefe da Agência Regional da Celesc de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, destaca que no período do verão o uso de energia elétrica nessas três regiões do país aumenta significativamente, por conta do uso de condicionadores de ar e ventiladores. No Alto Vale, o consumo também é incrementado por conta de algumas safras que ocorrem nesse período, como a do fumo. “É uma série de situações que pesam nesse processo, então nós aguardamos a questão do horário de verão”, ressalta.
Com o relógio adiantado em uma hora, o Sol se põe mais tarde e, consequentemente, como explica Manoel, a iluminação pública também é acionada cerca de uma hora depois, deixando de coincidir com o horário de pico de consumo de energia, das 18h às 21h, quando a maioria dos trabalhadores chegam em casa. Por conta disso, a redução na produção de eletricidade chega a 5%. “A nível de Alto Vale […] é como se o município de Petrolândia não consumisse energia elétrica durante o horário de verão”, exemplifica.
A definição de que o horário diferenciado deve terminar em fevereiro se dá porque a partir deste mês os dias já começam a amanhecer mais tarde. “Eu tenho um consumo maior no período da manhã […] o que acaba se compensando com a vantagem do final da tarde”, comenta Manoel.
Sobre o horário de verão 2016/2017, o chefe da Regional comenta que o período pôde ser considerado tranquilo, já que o setor elétrico brasileiro encontra-se em uma situação estável. “Houve uma redução de consumo gerada pela crise econômica. Mesmo assim, o horário de verão é extremamente necessário porque nos ajuda a manter o funcionamento do setor sem precisar de energia térmica, que é cerca de oito vezes mais cara”.
Com relação às quedas de energia, Manoel esclarece que o horário de verão não influencia. “As nossas quedas não são por sobrecarga, 80% é [causada] por meio animal ou vegetal, principalmente árvores que batem na nossa rede”, ressalta.

Legislação

O horário de verão foi instituído pelo Governo Federal na década de 1930, no mandato do então presidente Getúlio Vargas. Por um determinado período a medida foi suspensa, mas em 1985 o horário diferenciado no período mais quente do ano no Brasil foi retomado. A escolha do horário de verão segue uma lei que determina que o período deve iniciar na terceira semana de outubro e terminar na terceira semana de fevereiro. Caso o fim de semana coincida com o Carnaval, o horário de verão é estendido por mais sete dias.

Sindréia Nunes